Entre outros pontos, o ex-prefeito Clóvis Volpi abordou a dificuldade financeira administrativa que terá a próxima gestão
Da Redação – Na tarde desta sexta-feira (04), Clovis Volpi (PL), concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal Repórter Diário e falou sobre sua pré-candidatura à prefeitura da cidade de Ribeirão Pires, o impacto da pandemia na educação e os desafios do ponto de vista administrativo ao próximo gestor que comandará a cidade.
“Ribeirão Pires é uma cidade que irá arrecadar em 2021 perto do que arrecadou em 2013. É necessário fazer uma análise do que tínhamos em 2013 em termos de receita e máquina administrativa. Aplica-se então uma correção e começaremos a trabalhar com isso.
Se olhamos só para 2021, estamos fadados ao fracasso”, comentou ao abordar a projeção financeira para a cidade no próximo ano.
Volpi ainda listou as principais áreas que deverão ser prioridades. “Educação, saúde e a área social, em função do desemprego, serão as que teremos uma maior preocupação”, e completou: “Precisamos cuidar do cidadão. Estaremos pensando mais humanamente”.
Quando perguntado sobre à educação, esclareceu que é necessário uma adaptação ao ensino híbrido, e com o reforço escolar, os alunos que tiveram perdas devido a pandemia, conseguirão recuperar o conhecimento.
Outros pontos
Impacto da Pandemia na pré-campanha: “Sou uma pessoa que gosto de conversar. Então, senti um pouco de dificuldade porque durante os primeiros 65 dias fiquei em casa. Nós tínhamos o curso de formação política e passamos a fazer online. No aspecto de pesquisas, não tivemos reflexos. Mantivemos bem. Seguindo os protocolos da OMS (Organização Mundial da Saúde), voltei a fazer algumas visitas.
Avaliação sobre possível polarização: “Considero que todos os pré-candidatos tem a possibilidade de ganhar a eleição. Ao longo da campanha a população poderá fazer a análise. Sou uma pessoa experiente, pé no chão e pretendo fazer uma campanha propositiva, com propostas que poderão ser realizadas. Se vencer, quero governar, e se perder, vou para minha casa”
O quê o eleitor levará em consideração na hora do voto: “A experiência e a credibilidade do gestor. Se você tem uma proposta para a cidade, que ela seja muito próxima da realidade. Temos uma cidade que vai arrecadar em 2021 perto do que arrecadou em 2013”.
O que muda no perfil político em relação a anos anteriores: “Minha experiência nos mostra que o mundo vem mudando e as pessoas também. Venho me adaptando a isso, buscando conhecimento e compreendendo as necessidades das pessoas”.
Amigão d’orto vice: “Tenho 72 anos. O amigão d’orto era um pré-candidato a prefeito e chegamos a conclusão que ele tem uma longa vida política e podemos fazer essa troca de experiência. Podemos ainda trabalhar com uma gestão pública em seu pior momento. Se passarmos esse conhecimento, ele se tornará um grande gestor”.
Arco de aliança – “Nós temos jovens pré-candidatos a vereador e de primeira eleição. O PATRIOTA foi o primeiro partido. Fizemos a composição com o Amigão que estava no PTC e posteriormente ele migrou para o PSB. Depois, veio o PROS, que precisava ter uma chapa aqui na cidade. Temos esses quatro partidos, além do PL”.
Pessoas a trabalho: “Não fizemos alianças com lideranças individuais. Necessitamos reduzir o número de secretarias de 21 para 12, fazer um corte na área dos comissionados e promover a valorização dos funcionários efetivos. Tudo isso vai exigir muito braço diretivo para trabalhar, com equipe técnica, não só política”.
PLANO SP: “Cada região terá sua particularidade. O governador – João Dória – teve um excelente comportamento e no âmbito geral estamos estabilizando isso. O número de leitos de UTI estão regularizados, mas não podemos relaxar.


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