Na opinião de César Castro, ex-atleta e medalhista olímpico, País alcançará os oito primeiros lugares. Ao todo, 41 Países participarão do Pan. Estados Unidos, México e Canadá devem dominar os pódios.
Da Redação – Oito atletas do Brasil subirão às plataformas e trampolins, em Lima, no Peru, para brigar pelas melhores colocações nos jogos Pan-Americanos de 2019, marcados para ocorrer entre os dias 26 de julho e 11 de agosto. O time mescla experiência com as expectativas e apostas que surgiram no cenário nacional de Saltos Ornamentais, nos últimos anos. A equipe, formada pelos melhores atletas do Brasil, foi selecionada a partir dos índices classificatórios obtidos para o Pan.
“É ótima essa mistura porque os mais novos pegam experiência. Eu já participei de equipes assim, competindo pelo Brasil, passando experiência para atletas mais jovens e que nunca tinham participado de uma competição desse tamanho. Esse contexto é muito interessante, inclusive para a renovação”, explicou o professor de educação física e treinador de Saltos Ornamentais do Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília (CPMB), César Castro, medalhista olímpico da modalidade.
No trampolim de três metros feminino estão Juliana Veloso, do Fluminense e Luana Lira, do Instituto Pró-Brasil. No masculino, Ian Matos (Fluminense) e Luis Felipe Moura (Instituto Pró-Brasil) formam a dupla. Na plataforma feminina a seleção chega à capital peruana com Ingrid de Oliveira (Fluminense) e Andressa Mendes (Instituto Pró-Brasil) e entre os homens estão Isaac Souza e Kawan Pereira, ambos do Instituto Pró-Brasil.
“A Juliana, que já foi a cinco olimpíadas, também participou de cinco jogos Pan-Americanos e alcançou medalha. É uma atleta bem experiente. O Ian participou do Pan de 2011 e do de 2015, a Ingrid foi ao Pan de 2015 e a Andressa do de 2011. Os demais, Luana, Isaac, Kawan, Luis Felipe, nunca participaram de jogos Pan-Americanos. Quatro atletas com experiência e quatro sem nenhuma experiência em Pan”, comentou César Castro.
Na perspectiva do ex-atleta, a seleção brasileira de Saltos Ornamentais disputará, sempre, em todas as categorias que participar, pelo menos as oito primeiras colocações do torneio. As colocações no pódio, por outro lado, deverão ser dificultadas pela participação das potências esportivas Estados Unidos, Canadá e México.
“A Juliana e a Luana têm condições de ficar entre as seis. Falar em medalha é difícil, muito complicado em Pan, porque a gente tem Canadá, Estados Unidos e México muito fortes. Mas, se as duas ficarem entre as seis já é um excelente resultado para o País”, destacou.
“Falando em sincronizado a situação melhora um pouco, podemos alcançar um quarto lugar. É uma possibilidade real. O bronze seria difícil, mas não impossível. As duas são fortes e poderiam beliscar um bronze”,completou.
Na prova masculina a opinião de César é a de que o cenário apresentado para as meninas se repete. “Canadá, México e EUA são muito fortes, tem tradição, é preciso reconhecer a dificuldade de conseguir medalhas com eles no páreo. Ainda não estamos no nível”, comentou. E no salto sincronizado o objetivo será, inicialmente, o acúmulo de experiência.
“É difícil dar uma sugestão agora, principalmente porque é uma dupla nova. O Ian fazia dupla com o Luis Felipe Alterelo, que é do Rio, e agora está com o Luis Felipe de Brasília. Então, acho que é o momento de pegar experiência, não falar em resultado”, acrescentou o professor.
A briga por medalhas e lugares mais altos na classificação deve ficar por conta dos saltadores das plataformas. “A gente começa a ter um pouco mais de possibilidade com a plataforma feminina. A Ingrid é uma excelente atleta, tem saltos muito fortes, tem uma série muito competitiva, já foi medalhista no pan de toronto, então tem um nome, o pessoal já conhece. Ela pode chegar no pódio no individual, é bem possível”, avaliou César Castro.
“A Andressa teria o objetivo de ficar entre as seis, pódio eu acredito que não, mas entre as seis acredito que ela consiga. E as duas no sincronizado tem chance de brigar por medalha também, um bronze ou uma prata. Saltando direitinho eu sei que elas podem conseguir algo interessante. É uma dupla muito forte. Essa, talvez, seja a melhor prova para o Brasil”, disse.
No masculino o destaque fica por conta de Isaac. “Muito bom atleta. Jovem, com série forte, excelentes saltos. Falta aquela competição que ele precisa saltar muito bem para ganhar confiança, tanto pra ele quanto para os juízes. Ele pode ser uma surpresa muito boa pro Brasil”, ponderou o treinador. Para César Castro, Kawan Pereira também pode, correndo por fora, alcançar resultados não esperados. “Outro atleta jovem e que vai entrar sem pressão, porque não há cobrança nenhuma sobre ele. E sem pressão, ele pode ir além do que se espera, que é estar entre os oito”, falou.
“É uma dupla nova, que pode ainda surpreender na prova sincronizada. Vão competir para ganharem visão e noção, mas, se saltarem bem, forte, podem até, quem sabe, beliscar o bronze. Os meninos são bons”, concluiu.


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