Mulheres andrenses têm aliado contra a violência e feminicídio

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Promotoras Legais Populares de Santo André comemoram a instalação do Anexo que vai atuar na proteção à mulher

Após intensa mobilização de integrantes das Promotoras Legais Populares, Fórum Criminal vai atender casos de mulheres vítimas de violência caseira

  • Bárbara Souza, especial para o CliqueABC

Da Redação – A cidade de Santo André inaugurou, nesta quinta feira (29), o seu primeiro Anexo de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, com a coordenadoria da Juíza Teresa Cristina Cabral Santana, da Segunda Vara Criminal.

Estiveram presentes as principais lideranças femininas de Santo André e do Grande ABC, além de várias integrantes do Grupo Promotoras Legais Populares de Santo André, que tem um forte trabalho de mobilização e luta na defesa das mulheres.

A luta pela sua instalação remonta ao ano de 2009, com a ONG Proleg tomando a linha de frente desta demanda. O objetivo era obter uma vara ou anexo especializado em violência contra a mulher para que os processos tivessem mais agilidade, além de profissionais com o conhecimento necessário sobre a complexidade do assunto.

Durante os 10 anos de movimento, as coordenadoras da ONG Proleg, Maria Luiza Monteiro e Claudia Geovania Batista, participaram de reuniões com juízes, desembargadores, a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e com representantes do Tribunal de Justiça de São Paulo. Também providenciaram abaixo-assinado entregue ao TJSP para que fosse feito o anexo especificamente em Santo André, e requerimentos realizados pela vereadora Bete Siraque, entre os anos de 2016 e 2018.

No início deste ano, os fóruns da cidade solicitaram um parecer sobre o anexo, que fez com que ele fosse inaugurado ao final do mês de agosto. Considerado como um importante passo, pelo atual prefeito Paulo Serra, que participou da solenidade de instalação do Anexo. O equipamento tem como objetivo de fortalecer a rede de atendimento, uma vez que a cidade registra mais de 200 mil casos de violência domestica em andamento, segundo dados de julho de 2019).

De acordo a Juíza Teresa Cristina Santana, o anexo é mais do que assistir às mulheres, “mas também representa o comprometimento do TJSP com a situação da violência doméstica no nosso país e com a verdadeira igualdade de gênero”, destacou a magistrada.


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