Da Redação – A arena Allianz Parque recebe neste domingo, às 16h, o clássico paulista entre Palmeiras e São Paulo, na sequência do Brasileirão, mas desta vez um esvaziado ‘Choque Rei’. Enquanto o São Paulo luta apenas para se afastar da zona de rebaixamento, o Palmeiras briga apenas para reagir e garantir uma melhor classificação. Na verdade, o Choque Rei de 2017 retrata as frustrações da temporada nas duas equipes.
Quando as diretorias de Palmeiras e São Paulo começaram a planejar a temporada, nem os mais pessimistas dos torcedores rascunharam a situação atual dos times na temporada. Os dois clubes fazem clássico na esperança de aliviar um pouco a pressão sobre as respectivas diretorias pelos erros de estratégia, e em alguns momentos de falta de pulso e comando sobre o time.
O Palmeiras investiu mais de R$ 100 milhões em contratações de 15 reforços e tenta reagir depois de três rodadas sem ganhar e eliminações traumáticas consecutivas, a principal delas há cerca de 20 dias, na Copa Libertadores, ainda nas oitavas de final. Resultados abaixo das expectativas para quem é o atual campeão brasileiro culminaram com acusações da torcida sobre o comando do clube. O diretor de futebol Alexandre Mattos recebeu ameaças de morte na última semana, o técnico Cuca teve a demissão pedida e o presidente Mauricio Galiotte ouviu questionamentos nos bastidores.
O Palmeiras tentou evoluir o planejamento em relação ao ano passado, mas a guinada não deu resultado. A diretoria manteve a base do elenco campeão nacional e, após a eliminação no Campeonato Paulista, demitiu o técnico Eduardo Baptista para trazer de volta o aclamado e festejado Cuca. Sem resultados, a pressão surgiu. O próprio treinador admite a dificuldade de conseguir achar um time ideal e passar confiança aos jogadores. Nas mãos de Cuca, a equipe ainda não conseguiu uma boa sequência de resultados.
Os planos de 2017 para o São Paulo também eram ambiciosos. A eventual conquista de vaga na Libertadores do próximo ano era o mínimo nos discursos do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. A aposta no ex-goleiro Rogério Ceni para treinar a equipe, contudo, se tornou um pesadelo para a torcida e para a própria diretoria. Sob o comando do ídolo, no primeiro semestre, o time foi eliminado do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana.
Ceni foi criticado por insistir em uma formação e um elenco que não rendia em campo. Inexperiente na função de treinador, o ex-goleiro rapidamente passou a ser pressionado por vários integrantes da cúpula são-paulina. A saída de jogadores importantes também prejudicou o time. Só em junho, o clube perdeu três atletas. A diretoria vendeu o atacante Luiz Araújo e o volante Thiago Mendes para o Lille, e perdeu o zagueiro Maicon para o Galatasaray. Isso tudo depois de já ter negociado David Neres, para o Ajax, e o zagueiro Lyanco para o Torino.
Outro aspecto que prejudicou o São Paulo foram as mudanças no departamento de futebol. A aposta do presidente em Vinicius Pinotti, ex-diretor de marketing, trouxe desconfianças pela falta de experiência dele na área. Desde maio na nova função, Pinotti passou a ser visto como um dos principais culpados pela má fase do time no Campeonato Brasileiro.
Confira toda a rodada do Brasileirão: Hoje – Palmeiras x São Paulo; Ponte Preta x Atlético-MG; Bahia x Botafogo; Flamengo x Atlético-PR; Avaí x Chapecoense e Cruzeiro x Santos. Segunda-feira – Coritiba-PR x Vitória-BA. Sábado (2/9) – Grêmio x Sport. Ontem (26) – Fluminense 0 x 1 Vasco da Gama e Corinthians 0 x 1 Atlético-GO


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