Vôlei Nestlé sente falta de ritmo e é superado na estreia do Paulista

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Da Redação – A irregularidade natural do início de temporada pesou para Vôlei Nestlé na estreia da equipe no Campeonato Paulista 2017. Na noite desta sexta-feira (18), no ginásio José Correa, em Barueri (SP), o Hinode soube aproveitar essa deficiência e fechou a partida em 3 sets, parciais de 25/22, 25/19 e 25/21, em 1h24min. A equipe dirigida por Spencer Lee tem uma semana de treinos antes de enfrentar o Vôlei Bauru, na próxima sexta-feira (25), na estreia no José Liberati, em Osasco.

Spencer Lee aponta a falta de ritmo para explicar os problemas da equipe. “Temos um time jovem, renovado e em formação. E apesar de termos treinado muito, cometemos vários erros de saque e nosso serviço não funcionou bem. Por outro lado, o Barueri vem de dois campeonatos oficiais, a Superliga B e Copa São Paulo, e soube aproveitar as nossas falhas”, explicou o assistente técnico que comanda o Vôlei Nestlé enquanto Luizomar está à frente da seleção do Peru. “Certamente vamos trabalhar ainda mais e melhorar para a segunda rodada, que será em casa”, completou.

Mari Paraíba concorda com a avaliação do treinador. “Não era o que esperávamos para a estreia na temporada, mas a verdade é faltou volume de jogo para o nosso time. Fica a lição, o aprendizado para as próximas rodadas”, disse a ponteira. Natasha também citou os problemas nos fundamentos, especialmente o saque. “Não conseguimos sacar bem e, com isso, não conseguimos forçar os erros do Barueri”, afirmou a atacante.

O jogo – O Vôlei Nestlé lutou, mas a falta de ritmo pesou. Com o saque deficiente, as ações ofensivas de Barueri ganharam força, o que dificultou o bloqueio e a defesa do time de Osasco, apesar do esforço da líbero Tássia. Somente neste fundamento, a equipe de Osasco cometeu nove erros. Os três sets apresentaram, basicamente a mesma tônica, com as comandadas de Spencer Lee equilibrando o placar até a metade da parcial, quando as donas da casa conseguiam aproveitar-se das falhas para deslanchar. E como a recepção do Vôlei Nestlé também deixou a desejar, Carol Albuquerque fez o que pode para colocar as atacantes para rodar as bolas.

Pelo Vôlei Nestlé jogaram: Carol Albuquerque(2), Paula (9), Natasha (7), Mari Paraíba (8), Nati Martins (10), Ju Melo (4) e a líbero Tassia. Entraram: Bruna (1), Ednéia e Zeni. Técnico: Spencer Lee.

Pelo Hinode Barueri jogaram: Naiane, Érika, Suelle, Sara, Fê Isis, Saraelen e a líbero Dani Terra. Entraram: Ana Cristina e Ariele. Técnico: Alexandre Gomes.

Equipe renovada – As principais contratações para a temporada são a levantadora Fabíola e a ponteira Mari Paraíba. A central Ju Mello e a oposta Lorenne também chegam para reforçar o elenco. Além do quarteto, o clube de Osasco renovou os contratos das centrais Bia e Nati Martins, das ponteiras Tandara e Bruna Neri, da oposta Paula Borgo, das levantadoras Carol Albuquerque e Zeni e da líbero Tássia.

Histórico no Paulista – O Vôlei Nestlé é o atual pentacampeão Paulista. O time de Osasco venceu Campinas, em 2012, o Sesi, em 2013, o São Cristóvão Saúde/São Caetano, em 2014, o Sesi, em 2015, e o Pinheiros, em 2016. São seis decisões consecutivas, com cinco títulos e um vice-campeonato em 2011. O clube detém a hegemonia de troféus na competição estadual, com 14 conquistas. O clube da cidade foi campeão nas edições de 1996, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Nutrindo os Sonhos dos Jovens – De olho no futuro e na nova geração do vôlei brasileiro, o Vôlei Nestlé reforçou o DNA de seu projeto ao firmar parceria com o Programa Global “Nutrindo os Sonhos dos Jovens”, lançado pela Nestlé na Europa em 2013, e que chegou ao Brasil no final de 2015. A equipe para a temporada 2017/18 deve manter a filosofia de mesclar atletas experientes com jovens, que buscam espaço em um clube tradicional como o Osasco. O programa está voltado para a capacitação de jovens para qualificá-los profissionalmente.

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