Unipar investirá R$ 1,7 milhão em quatro projetos culturais

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Com captação via Lei Rouanet, petroquímica espera ampliar o acesso à cultura e valorizar a história do Brasil com a conservação e restauração de obras de arte, exposição, reedição de livro e modernização de espetáculo

Da Redação – A Unipar captou cerca de R$ 1,7 milhão para o desenvolvimento de quatro projetos culturais via Lei Rouanet em 2021. Líder na produção de cloro, soda e PVC na América do Sul, a Unipar promoverá a restauração e conservação do acervo de obras e demais itens valiosos da Casa Geyer (RJ), a realização da exposição “O olhar germânico e a gênese do Brasil”, a modernização do espetáculo “Som e Luz” do Museu Imperial (Petrópolis/RJ) e uma reedição do livro Debret e o Brasil.

Com a intenção de incentivar a cultura, os investimentos buscam ampliar o conhecimento da sociedade e valorizar a História do Brasil. “Como agente transformador da cidadania, a Unipar tem uma trajetória de contribuição com a responsabilidade social em todos os seus aspectos. Acreditamos que patrocínios como esses, além de contribuir com a disseminação da arte e valorização histórica do país, reforçam também os nossos valores como instituição e o compromisso com a sociedade”, conta o controlador e presidente do Conselho de Administração da Unipar, Frank Geyer Abubakir.

Casa Geyer

A Casa Geyer, localizada no Rio de Janeiro na Ladeira dos Guararapes no bairro do Cosme Velho, abriga 4.255 itens de artistas, cientistas, exploradores e viajantes brasileiros e estrangeiros que estiveram, entre os séculos 18 e 19, no Brasil. Na composição, há pinturas, desenhos, aquarelas, gravuras, litografias, mapas, álbuns e livros de viagem sobre o Brasil. Somam-se ainda móveis, porcelanas, pratarias, tapetes e outros objetos decorativos. Os itens são doações feitas ao Museu Imperial pelo empresário do setor petroquímico Paulo Fontainha Geyer e de sua esposa, Maria Cecília Soares de Sampaio Geyer. A Casa Geyer visa entrar no circuito nacional de espaços expositivos do Rio de Janeiro e, assim, obter o reconhecimento do seu valor histórico, artístico, cultural e memorial das coleções formadas pela família Geyer.

Com o investimento será possível manter a conservação e realizar a restauração das obras de arte sobre papel (152), esculturas (29), pinturas a óleo (107), livros (221) e mobiliário (12), além da confecção de caixas para armazenamento de gravuras e desenhos e a aquisição de uma mapoteca de aço com seis gavetas. O escritório Mayerhofer e Toledo Arquitetura vai desenvolver o Projeto Executivo para reforma e adaptação. O espaço realizará palestra e ação infanto-juvenil gratuita e aberta ao público sobre a história e o acervo da Casa Geyer como contrapartida social. Alunos e educadores da rede pública de ensino, bem como crianças e adolescentes que vivem no entorno do local, serão convidados para as atividades que contarão com intérprete de Libras e oferecerão certificados. No total, o projeto levantou R$ 496 mil da Lei Rouanet.

Exposição O olhar germânico e a gênese do Brasil

Com acervo pertencente à Casa Geyer e ao Museu Imperial, a exposição contribuirá para subsidiar reflexões acerca de um importante período da história brasileira do século 19. A mostra será composta por 120 obras entre livros, álbuns, litografias, gravuras, desenhos e pinturas referentes à artistas e cientistas alemães e austríacos que visitaram o Brasil no período da fundação e consolidação do Estado nacional brasileiro. O objetivo é que a exposição celebre o bicentenário da independência do Brasil no formato itinerante ao passar, além de Petrópolis/RJ (Museu Imperial), por São Paulo, Brasília e Bahia. Como contrapartida social à arrecadação de R$ 397 mil da Lei Rouanet para a realização da exposição, no Museu Imperial (RJ), serão realizadas quatro palestras gratuitas sobre o tema exposto em cada cidade participante com intérprete de LIBRAS, bem como distribuição de 1.000 ingressos para a mostra, sendo 50% destinados à rede pública de ensino.

Espetáculo Som e Luz

Com a captação de R$ 600 mil da Lei Rouanet, a intenção é modernizar o consagrado espetáculo Som e Luz que, desde 2002, acontece no Museu Imperial (RJ), símbolo nacional do império brasileiro e patrimônio histórico do país. O Som e Luz, que recebe uma média de 350 mil visitantes por ano e contribui com o turismo e a economia da região serrana do Rio, proporciona ao público uma viagem ao século XIX. Durante a apresentação, os visitantes são convidados a conhecer o Palácio da Família Imperial, em Petrópolis (RJ).

Com a modernização do espetáculo será possível trocar todos os equipamentos técnicos utilizados que operam com qualidade e eficiência por 10 anos. Entre eles, projetores digitais, caixas de som, refletores e lâmpadas de LED. O projeto atual está há 16 anos em execução e, devido ao tempo e às condições climáticas da cidade de Petrópolis, os equipamentos sofreram muito desgaste, o que afetou a qualidade do som, das projeções e dos efeitos de iluminação. Também será possível a criação de um novo projeto arquitetônico para o espetáculo, com base nos novos equipamentos e sistemas de sonorização e iluminação a serem implantados. Como contrapartida social será possível a utilização gratuita dos espaços do Museu Imperial como sala multimídia, Cine Teatro e os jardins.

Projeto de reedição do livro Debret e o Brasil

Bem recebido pelo público e por especialistas, o livro “Debret e o Brasil” do renomado pintor francês Jean-Baptiste Debret, primeiro artista estrangeiro a retratar o país em pintura durante o século 19, irá para a sua 6ª edição desde o primeiro lançamento em 2007. Com o apoio da Lei Rouanet de R$ 150 mil será possível relançar 3.000 exemplares da obra que estava esgotada. Com 720 páginas e mais de 1.300 imagens, o livro traz os trabalhos do artista e as últimas descobertas a respeito do legado do pintor francês para o Brasil. Como contrapartida social serão realizadas palestras com intérpretes de Libras e acessibilidade de conteúdo.

O presidente do Conselho de Administração da Unipar, Frank Geyer Abubakir, explica a relevância do projeto: “A Unipar, com atuação constante e de grande significado no mundo cultural brasileiro, apoiou nas últimas décadas o enriquecimento de grandes coleções públicas e a difusão da história da arte no Brasil. A importância fundamental da pesquisa e do conhecimento aprofundado de artistas do passado, cujas obras determinam e elucidam a arte do presente, é o que leva a Unipar a tornar novamente disponível ao público este volume essencial”.

Sobre a Unipar

A Unipar é líder na produção de cloro, soda e PVC na América do Sul, insumos que formam a base de todas as indústrias e tem ações negociadas na bolsa de valores brasileira (B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão).

Com atuação de cerca de 1.400 funcionários em seus escritórios e plantas industriais em Cubatão (SP) e Santo André (SP), no Brasil, e Bahía Blanca, na Argentina, a Unipar tem foco em qualidade, segurança, respeito ao meio ambiente, integração comunitária e valorização de seus colaboradores.

Ao longo de seus 50 anos de história, a Unipar se conecta e se integra à comunidade por meio de seu Conselho Consultivo Comunitário (CCC), que reúne vizinhos, organizações sociais e representantes da empresa. Além disso, é pioneira na implementação do Programa Fábrica Aberta, que mantém suas plantas abertas aos visitantes durante todos os dias do ano, 24 horas por dia.

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