União a serviço da indústria e do Brasil

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* Rafael Cervone – A indústria paulista, 30% da nacional, tem forte peso na recuperação econômica, retomada dos investimentos, empregos e crescimento anual de 4% – mínimo para levar o País à renda alta. O setor é estratégico, paga os melhores salários, gera muitos postos de trabalho, polo de pesquisa, tecnologia e inovação, investimentos e insere os segmentos da indústria nas redes globais de valor.

O fortalecimento da indústria, afetadapelo “Custo Brasil”, insegurança jurídica, altos impostos, burocracia, problemas de logísticas e crises frequentes, agravado pela Covid-19, não será alcançado com proselitismo e cisão do empresariado em suas entidades de classe. A prioridade, notadamente na pandemia, é a uniãoem um projeto viável de fomento, a ser defendido perante os governos paulista e federal.

A coesão também é crucial para que o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) somem forças e, além do seu legítimo peso político, apoiem o setor, seus empresários e trabalhadores, que não podem ser ignorados por quem pretende ser líder empresarial. A essência de toda atividade é o ser humano, que precisa de educação continuada para evoluir conceitos, consultoria em múltiplas áreas, acesso a fóruns técnicos, canais de exportação e a tudo o que as entidades podem e devem, integradas e sinérgicas, propiciar.

Por todas essas razões – e atendendo a um anseio consensual das bases industriais paulistas, de que as duas casas tivessem presidentes distintos, mas mantivessem efetiva união -, aceitei o desafio de concorrer, nas eleições de 5 de julho, à presidência do CIESP e a primeiro-vice-presidente da FIESP. Nesta última, há chapa única, pois o outro concorrente sequer conseguiu adesões em número suficiente para constituir outra completa. Nossa candidatura não brotou de um frustrado projeto de poder ou da dissidência/conveniência de alguns, característica do velho fisiologismo. Nasceu, como eu, no chão de fábrica, onde passei minha infância, adolescência e estou até hoje sob o exemplo digno de meus antepassados industriais.

É a mesma origem dos membros da nossa Chapa 2 do CIESP, única com representatividade em todas as 42 Diretorias Regionais, alta participação de mulheres, jovens empreendedores e pequenos e médios industriais, com 52% de renovação. É gente! Pessoas, altruístas e voluntárias, que repudiam conspirações comezinhas, não querem politicalha no CIESP. Tem foconaspolíticas setoriais e públicas eficazes, com o protagonismo de todos na entidade.

Nosso plano de trabalho, em analogia com a moderna tecnologia 5G, baseia-se em Gente, Gestão, Governança com Responsabilidade Social e Ambiental, Globalização e Gosto pela Mudança. O CIESP, com quase oito mil associados, contribuirá para que a indústria paulista tenha ganhos de produtividade, competitividade, tecnologia/inovação, acesso às exportações, maior participação no PIB e voz perante a sociedade e o poder público. E faremos isso unidos com os empresários e a FIESP, numa forte e integrada ação em prol do setor e da economia!

* Rafael Cervone, empresário graduado em Engenharia Têxtil pelo Centro Universitário da FEI, é vice-presidente da FIESP e do CIESP, candidato à presidência deste último nas eleições de 5 de julho deste ano

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