Tite não é burro…

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan – Certa vez, assistia a um show do humorista Ary Toledo. Após contar uma piada, ele percebeu que os risos da plateia foram em quantidade bem inferior do que se esperava.

De forma surpreendente, o artista pediu desculpas ao público e disse o seguinte: “Se vocês não riram como deveriam foi porque não entenderam a anedota. E se não a entenderam, eu teria de explicá-la. E se eu tiver de explicá-la, ela perderá a graça”.

A mesma correlação se dá em um título de uma matéria. Ele não precisa ser tão óbvio, como os famigerados “Tal time quer ganhar para garantir vaga” ou “Fulano diz que sua equipe merecia vencer”, mas também não pode ser tão complexo que faça com que o leitor precise pensar por vários minutos até conseguir captar o que diabos o jornalista quis dizer com a manchete.

Escrevi os dois parágrafos acima, que em bom e velho – e põe “velho” nisso – Jornalismo eram conhecidos como “nariz de cera”, para mostrar a vocês o quanto o – ainda – técnico da Seleção Brasileira tem sido sem graça e óbvio.

Na última sexta-feira, ele convocou os jogadores para os dois primeiros jogos válidos pelas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2022 (contra a Bolívia, em São Paulo/SP, no dia 08/10, e diante do Peru, em Lima/PER, cinco dias mais tarde) e, claro, mais até do que a presença de nomes parcial ou até totalmente desconhecidos da esmagadora maioria dos torcedores, o que chamou a atenção a ausência de atletas que vêm se destacando nestas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

Independentemente de paixões clubísticas, é consenso que os atacantes Thiago Galhardo, do Internacional/RS, e Marinho, do Santos/SP, têm sido os protagonistas no torneio que, pelo menos pelo que viu até agora, tende a ser o mais equilibrado dos últimos anos. Antes da divulgação da lista, 100 em cada 100 jornalistas esportivos apostavam que ambos teriam uma oportunidade, talvez até mesmo de jogar ao lado de Neymar.

Só que não. Aliás, Tite é “useiro e vezeiro” neste tipo de postura. Querem apenas um exemplo? O lateral-esquerdo Renan Lodi comia a bola no Atlético/PR, mas nunca recebera uma só oportunidade. No entanto, bastou trocar o de Curitiba/PAR pelo de Madrid/ESP para ser chamado toda hora. E o ex-palmeirense Dudu, eleito duas vezes o melhor jogador do País e com nenhuma convocação recente?

Mas por que será que o – ainda – treinador do Brasil fez de conta de que nada de bom acontece no futebol brasileiro e prioriza de forma escancarada os profissionais que atuam fora do País? Seria ele burro ou existiriam outros interesses em jogo?

Para mim, a resposta é o título desta coluna que, acredito, não precisa ser explicado. E também não tem a menor graça.

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 31 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 14 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br.

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