STJD recebe pedido da Ponte para anulação de jogo da Copa do Brasil

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Da Redação – Apesar da derrota da Ponte Preta para o Aparecidense, por 1 a 0, pela Copa do Brasil a direção da Ponte Preta continua acreditando que poderá reverter a situação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD – do Rio de Janeiro. A entidade recebeu no final da tarde o pedido da impugnação.

A alegação é de que houve claramente interferência externa em decisões tomadas pelo trio de arbitragem. O pedido foi encaminhado ao presidente Paulo César Salomão Filho, com o pedido para que o resultado não seja homologado até ser apreciado pelo Tribunal.

O pedido do clube paulista é de que “seja anulada a partida e marcada nova data para a realização da mesma, bem como a instauração de processo disciplinar desportivo contra o quarteto de arbitragem e o delegado”.

Independente da decisão do STJD, de forma antecipada, o trio foi suspenso pelo coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF. O dirigente, porém, garante que a suspensão não tem relação com a reclamação da Ponte Preta.

Para ele, o árbitro Léo Simão Holanda e os auxiliares Samuel Oliveira Costa e Eleutério Felipe Marques Júnior cometeram erros técnicos e de procedimento, já que o gol de Hugo Cabral demorou aproximadamente sete minutos para ser anulado. Os três são da Federação do Ceará.

O lance contestado pela Ponte Preta aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, quando o time campineiro perdia por 1 a 0 e buscava o empate para chegar à segunda fase. Após um rebote do goleiro da casa, Hugo Cabral mandou para as redes.

Tanto o árbitro, quanto o auxiliar, validaram o gol, mas a Aparecidense não deu continuidade no jogo e ficou reclamando de impedimento do atacante.

Depois de quase sete minutos, o delegado da partida, Adalberto Grecco, aparece na imagem conversando com o auxiliar Samuel Oliveira Costa, que corre até o árbitro Léo Simão Holanda e marca o impedimento do jogador.

A anulação do gol gerou críticas, então, dos pontepretanos. E o jogo terminou com a vitória do time goiano, classificado à segunda fase. Até a anulação deste gol, a partida ficou paralisada por 16 minutos.

BASE JURÍDICA

O departamento jurídico se diz embasado na legislação para fazer seu pedido. O presidente do STJD vai analisar o pedido e se o considera válido, então, vai sortear um relator para inclusão na pauta de julgamentos do Tribunal Pleno. Há um prazo de dois dias para tal procedimento jurídico, podendo abrir vista para a parte contrária se manifestar no prazo de dois dias e, em seguida, igual prazo para a Procuradoria.

Mais cedo, pela manhã, o departamento de competição confirmou os locais e datas da segunda fase da Copa do Brasil. Em princípio, a Aparecidense vai enfrentar o Bragantino, no Pará, no dia 27 de fevereiro.

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