Seja sempre bem-vinda ao ‘frio’ de Sampa, Seleção da CBF

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Márcio Trevisan – Certa vez, o centroavante Romário foi taxativo ao responder a uma crítica que lhe foi feita pelo Rei do Futebol: “Pelé, com um sapato na boca, é um poeta”. Hoje senador da República pelo RJ, o Baixinho poderia estender tal frase a um outro companheiro de sua antiga profissão, Daniel Alves.

Na última sexta-feira, após ver a seleção da CBF ser vaiada ao fim do horrendo primeiro tempo que fez contra a Bolívia, no Estádio do Morumbi, o capitão da equipe disse ter se sentido incomodado com a frieza da torcida paulistana, e comemorou o fato de que a partida seguinte, diante da Venezuela, será na Bahia, seu estado natal, onde os torcedores são mais “quentes”.

Interessante a postura do lateral-direito da seleção da CBF: encheu a boca para falar da sua terra, mas desta saiu há mais de 17 anos e nunca mais voltou. Também não desperdiçou a chance de criticar a galera de Sampa, mas jamais atuou em uma equipe paulistana – aliás, tenho certeza de que se for largado na Praça da Sé não saberá chegar sozinho nem mesmo ao Viaduto do Chá.

A bem da verdade existe, sim, uma enorme diferença entre o torcedor paulista e o torcedor baiano. Enquanto este faz festa pra qualquer tipo de jogador, bate palma pra qualquer perna-de-pau que chute uma bola e aplaude até mesmo escanteio quando a seleção da CBF se exibe em seus estádios, aquele é muito mais exigente em relação ao que vê em campo, não torce apenas porque um bando de “estrangeiros” veste uma camisa amarela e exige que o talento e a magia do futebol brasileiro sempre se sobreponham a qualquer adversário.

Em outras palavras: o paulista é muito mais exigente do que o baiano porque se acostumou a um futebol com muito mais qualidade. Simples assim. Aliás, é bom o falador atleta ir se acostumando, pois a terceira partida desta fase, contra o Peru, será de novo em terras bandeirantes.

E para provar que o capitão da seleção da CBF, tal qual Pelé, seria mesmo um poeta se colocasse um sapato em sua boca, neste domingo ele se saiu com esta: “Acredito que eu tenha a raça do Cafu e a qualidade do Jorginho”, referindo-se aos seus dois antecessores na posição.

Além de mostrar uma arrogância ímpar, já que nem em sonho joga um futebol que se aproxima daquele que jogaram os dois ex-laterais, Daniel Alves se esqueceu de um detalhe importantíssimo que, por si só, já torna estapafúrdia tal comparação: Cafu e Jorginho foram jogadores da Seleção Brasileira, não da Seleção da CBF.

Curtinhas

Qual é, Argentina? – Apontada como uma das favoritas à conquista do título da Copa América, a equipe de Messi decepcionou na estreia ao perder por 2 a 0 para a Colômbia. Embora tenham criado boas chances, “nuestros hermanos” pecaram defensivamente e mostraram desentrosamento na articulação das jogadas. Para sorte de “ellos”, paraguaios e cataris empataram a outra partida do grupo e, assim, suas chances de classificação ainda são muito grandes.

Qual é, Paraguai? – O selecionado paraguaio deu vexame na rodada de abertura da Copa América – após abrir 2 a 0 no placar, permitiu que a inexpressiva seleção do Catar chegasse ao empate e, assim, se transformasse na primeira zebra do torneio. A bobeira defensiva do Paraguai talvez se explique pela ausência do zagueiro palmeirense Gustavo Gómez que, suspenso, só poderá atuar a partir do último jogo desta fase.

Qual é, Peru? – Ainda que tenham massacrado o adversário durante todo o jogo, criado uma sem-número de oportunidades e tido dois gols anulados – corretamente, diga-se de passagem – pelo VAR, o fato é que Guerrero, Cueva e seus amigos não passaram de um melancólico 0 a 0 com o fraquíssimo time da Venezuela. Para a sorte dos peruanos, o próximo adversário é a ainda mais fraca Bolívia e, por isso, é quase certo que uma das vagas do grupo será sua – a outra, claro, será da Seleção da CBF.

Qual é, Uruguai? – É verdade que o Equador atuou com um jogador a menos desde o primeiro tempo, mas ainda assim a goleada por 4 a 0 que os uruguaios obtiveram neste domingo apenas reforçou ainda mais a sua condição de um dos favoritos ao título desta Copa América. Também, pudera: qual das outras nove seleções tem em seu ataque nomes como Cavani e Suárez?

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 30 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 13 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.marciotrevisan.com.br e www.senhorpalmeiras.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail apresentador@marciotrevisan.com.br.

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