Sabina recebe Exposição Tartarugas Marinhas do Projeto Tamar

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Mostra, com réplica de 5 espécies de tartaruga, pode ser conferida até 29/9; outra atração e a tartaruga Valente, que vive no tanque oceânico da Sabina

Texto: Paola Zanei – Crédito-foto: Alex Cavanha (PMSA)

Da Redação – A novidade na Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André é a exposição Tartarugas Marinhas, do Projeto Tamar, que foi aberta no final de semana e ficará instalada no espaço até 29 de setembro. A mostra conta com réplicas em tamanho natural de cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no litoral brasileiro e painéis explicativos sobre os animais e o trabalho realizado pelas equipes do Tamar.

Além disso, as crianças vão poder ver de perto uma tartaruga marinha viva, a Valente, que desde março mora no tanque oceânico da Sabina. A visitação do público espontâneo acontece apenas aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 16h30. Nos demais dias a exposição é voltada a estudantes das redes pública e privada.

O objetivo da exposição, segundo a bióloga Catherina Monteiro, do Instituto Argonauta de Conservação Costeira e Marinha, é sensibilizar principalmente as crianças, mas também os adultos, sobre a importância da preservação do meio ambiente e de ações em favor da preservação dos animais marinhos.

Essas espécies são constantemente ameaçadas por fatores antrópicos, ou seja, provocados por ações do homem que interferem no meio ambiente, como redes de pesca, anzóis, lixo nas áreas costeiras e marinhas, degradação dos locais de desova, no caso das tartarugas, além das mudanças climáticas.

Tais fatores colocam em risco a população das cinco espécies que ocorrem no Brasil: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta); tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata); tartaruga-verde (Chelonia mydas); tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea).

Valente – A tartaruga Valente, que é uma tartaruga-verde, foi uma das vítimas destes fatores. Ela é da espécie Chelonia mydas e foi encontrada encalhada, por biólogos da CTA – Serviços em Meio Ambiente, numa praia do estado do Rio de Janeiro, e levada para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Araruama (RJ), pois estava com o olho esquerdo bastante machucado.

Os veterinários tiveram que retirar o olho doente, ainda com a intenção de devolver a tartaruga à natureza. Porém, logo descobriram que o outro olho também estava comprometido por uma doença chamada fibropapiloma, um tipo de verruga originada por um vírus que só ocorre nas tartarugas marinhas, e é provocado pela poluição presente na água do mar. Hoje, quando centros de reabilitação como o Instituto Argonauta e a CTA resgatam tartarugas, a grande maioria apresenta essa doença pelo corpo, o que não acontecia anos atrás.

Depois de cuidar da tartaruga por alguns meses, a equipe veterinária da CTA descobriu que essa verruga prejudicou o globo ocular e poderia causar mais machucados se não fosse tratada continuamente e a tartaruga não pôde mais voltar para a natureza. Por isso, o animal foi encaminhado para o tanque oceânico da Sabina, gerenciado pelo Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha, responsável pelos espaços com vida marinha da Escola Parque.

Projeto Tamar – O projeto, que tem a Petrobras como parceira, trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção. Está presente em 25 localidades no Brasil, sendo 11 centros de visitantes, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. O mais próximo de santo André é a base do Tamar localizada em Ubatuba.

O projeto realiza, também, trabalho socioambiental com as comunidades costeiras, que inclusive serve de modelo para outros países. Através de convênios e protocolos de cooperação técnico-científica com universidades brasileiras e estrangeiras, realiza também programas de estudos para conhecer melhor o ciclo de vida das tartarugas e priorizar ações que sejam capazes de otimizar esforços para alcançar os resultados de recuperação das populações.

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