Sabina ganha aquário de recife de corais no mês de aniversário

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Texto: Paola Zanei – Fotos: Alex Cavanha (PMSA)


Corais servem de abrigo, local para reprodução e alimentação para várias espécies

Da Redação – No último final de semana de fevereiro, mês em que a Sabina Escola Parque do Conhecimento completa 12 anos de atividade, o espaço criado para promover o conhecimento de forma interativa e divertida vai ganhar uma novidade: um aquário de recife de corais. Em um tanque de 1,5 mil litros, o visitante vai poder conferir a beleza das cores dos corais e de 17 peixes originários dos oceanos Índico e Pacífico. A atração estará aberta ao público a partir deste sábado (23).

“No Brasil existem somente 16 espécies de corais, sendo 10 endêmicas (ou seja, só existem no litoral brasileiro), o que é um número pequeno. Todos os nossos corais são protegidos, por isso é proibido ter estas espécies em locais como a Sabina”, explicou a bióloga Catherina Monteiro. Para se ter uma ideia, a região do Indo-Pacífico (Mar Vermelho, Oceano Índico, sudeste asiático e Oceano Pacífico) contribui com 92% do total estimado de recifes do planeta e os do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe contribuem com apenas 7,6% do total de cerca de 284.300 km² de corais estimados no mundo.

De acordo com Catherina, o objetivo da instalação do aquário de recifes na Sabina é sensibilizar tanto os estudantes, que visitam o espaço com as escolas de terça a sexta, quanto o público espontâneo aos finais de semana, em relação a este ecossistema, que é muito importante e hoje sofre muito com os impactos ambientais”, explicou a bióloga.

Os corais servem de abrigo, local para reprodução e alimentação para várias espécies, como peixes, invertebrados e crustáceos. Cerca de um quarto das espécies marinhas depende dos recifes de corais para sobrevivência.

O aquário de recifes de corais fica na Sala da Vida, próxima a outros recintos da Sabina relacionados à vida marinha, como o aquário que abriga a fêmea de um tubarão lixa, raias e moréias, o tanque de observação onde ficam os peixes jovens, o pinguinário, que abriga atualmente 35 pinguins-de-magalhães e ainda o terrário, com espécies da vegetação da Mata Atlântica, que abriga duas jibóias.

“A preservação do meio ambiente é um dos pilares do trabalho realizado na Sabina. A ideia é ensinar conceitos de ciência, química, física e biologia, mas sempre com foco na preservação. E aproximar os ambientes marinhos dos visitantes reforça a ideia de que é preciso cuidar da natureza e lutar contra a destruição de ecossistemas importantes, como os recifes de corais”, destacou Catherina.

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