Reservatórios fecham novembro com 305,04 bilhões de litros de água a mais que em 2014

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Da Redação – Os seis sistemas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, atualmente, estão em situação mais favorável do que estavam em 2014. Se comparado 2015 (até novembro) com o mesmo período do ano passado, os reservatórios tiveram acréscimo de 305,04 bilhões de litros de água, um aumento de 54,44%. Para se ter uma ideia, o total equivale a 1/3 de todo o volume útil do Sistema Cantareira, que é de 982,07 bilhões de litros de água.

Novembro, que terminou há pouco e foi considerado o mais chuvoso dos últimos 20 anos, também foi positivo, se comparado ao mês anterior. No total, foram mais 78,78 bilhões de litros de água em todas as represas que abastecem a Grande São Paulo, aumento de 16,36%. Mantida a estabilidade das chuvas sobre as represas até o fim do verão, é provável que os sistemas comecem a caminhar rumo à normalização, com a recuperação, por exemplo, da reserva técnica do Sistema Cantareira.

Bônus – A adesão da população da Grande São Paulo ao Programa de Bônus se manteve em 79% dos clientes no mês de novembro na Região Metropolitana e na Região Bragantina.

No total, a economia de água feita pelos moradores atendidos pela Sabesp fez com que a companhia deixasse de retirar no mês passado 6,2 mil litros por segundo das represas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo e a área de Bragança Paulista. O volume economizado é suficiente para abastecer cerca de 2 milhões de pessoas, correspondente às populações somadas das cidades de Campinas, Sorocaba e Santos, aproximadamente. Ou seja, em todo o mês de novembro, a população poupou 16,07 bilhões de litros de água. Para ter uma ideia do quanto isso representa, esse volume equivale praticamente à capacidade total do Sistema Alto Cotia – no qual cabem 16,5 bilhões de litros de água.

Dos 79% que reduziram o gasto de água em outubro, 67% efetivamente ganharam o bônus, enquanto os demais 12% diminuíram o consumo, mas não o suficiente para receber o desconto na fatura da Sabesp. Tem direito ao benefício o cliente que baixar o gasto na comparação com a média do período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, antes da crise – é a mesma base utilizada para determinar a cobrança do ônus.

Considerando todos os clientes que receberam bônus no mês passado, 56% reduziram o consumo em mais de 20% (faixa de bonificação de 30%), 5% diminuíram o uso entre 15% e 20% (faixa de bônus de 20%) e outros 6% tiveram um gasto de água entre 10% e 15% menor e ganharam bônus de 10%.

Já a parcela de clientes que aumentou o consumo, mesmo diante da crise, foi de 21%, dos quais 13% pagaram sobretaxa. Os outros 8 pontos percentuais não recebem o ônus porque consomem o volume mínimo de 10 mil litros mensais.

O programa de bônus foi implantado em 1º de fevereiro de 2014 para os moradores atendidos pelo sistema Cantareira. Nos meses seguintes, foi ampliado para os municípios abastecidos pela Sabesp na Grande São Paulo. Já a sobretaxa é de 40% sobre o valor da tarifa de água para quem exceder até 20% a média do consumo ou 100% sobre o valor da tarifa de água para quem ultrapassar 20% da média. O objetivo da tarifa contingenciada não é arrecadar, e sim incentivar o uso racional da água.

Mesmo com o período de chuvas, a Sabesp destaca a importância da população se manter comprometida com a economia e o uso racional da água, de forma a garantir a recuperação gradual do nível dos reservatórios após a estiagem de 2014, a maior registrada em mais de 80 anos na Região Sudeste.

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