Programa Moeda Verde completa seis meses com 6,5 t de recicláveis recebidos

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Texto: Viviane Raymundi

Da Redação – O programa Moeda Verde, que troca 5 quilos de resíduos recicláveis por 1 quilo de alimentos hortifrúti, completou seis meses de implantação. Desde 22 de novembro, quando teve início a ação no Núcleo dos Ciganos, em Utinga, foram quase 6,5 toneladas de resíduos recicláveis entregues pela população, que em troca recebe frutas, legumes e verduras. No final de abril, o projeto foi estendido também aos núcleos Capuava e Ciprestes, tendo atualmente mais de 200 famílias cadastradas.

“O projeto Moeda Verde é um sucesso, que conta com o envolvimento cada vez maior dos moradores. Traz cidadania e consciência ecológica. Outra vantagem é a redução do acúmulo de lixo nos locais onde o programa foi implantado”, afirma o prefeito Paulo Serra.

O Moeda Verde tem se destacado por causa da forma como integra uma necessidade urgente da cidade – a ampliação da reciclagem para a redução do volume de resíduos que seguem para o aterro municipal – com uma ação social que beneficia diretamente famílias vulneráveis. Mas o programa não é só isso. Ao atuar com educação ambiental, o Moeda Verde demonstra na prática os benefícios da reciclagem, quando, por exemplo, ajuda a reduzir o lixo jogado nas ruas por moradores dos núcleos atendidos e a eliminação de pontos viciados de descarte irregular.

Ao mesmo tempo, o interesse cada vez maior pelo projeto conscientiza a população em geral que, ao receber mais informação sobre o encaminhamento adequado dos recicláveis na cidade, passa a aderir melhor à coleta seletiva, separando com mais frequência os resíduos secos para a coleta seletiva porta a porta.

O Moeda Verde ainda tem como consequência outros benefícios indiretos, como o aumento da qualidade do material seco que chega para as cooperativas de reciclagem, ampliando sua possibilidade de ganho econômico, e a maior venda de verduras produzidas pelos agricultores urbanos de Santo André.

“O processo é transversal e atinge as duas pontas: gera mais oportunidades para quem produz o alimento e entrega mais material para as pessoas que sobrevivem da venda dos recicláveis. São duas pontas econômicas, de inclusão social e geração de renda, e no intermediário estamos nós, do Semasa, os moradores de núcleos e o resto da cidade, ganhando com a separação correta dos resíduos”, afirma José Elídio Moreira, diretor de Resíduos Sólidos do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), departamento que cuida da parte operacional do programa.

O Moeda Verde é realizado por meio de parceria entre Semasa, Banco de Alimentos do Núcleo de Inovação Social, Secretaria da Saúde, Secretaria de Cidadania e Assistência Social, Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Agricultores Urbanos do Marajoara e do Capuava, Nupe (Núcleo de Projetos Especiais) de Santo André e Instituto Triângulo.

 

 

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