Pensando no futuro. Mas de olho no passado.

2017 0
Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan – As demissões de Mano Menezes e de Alexandre Mattos, somadas às declarações de Maurício Galliote instantes após a derrota para o Flamengo/RJ, no último domingo, deixaram bem clara qual a estratégia que o Palmeiras quer adotar a partir de 2020: a adoção de uma nova estrutura de gestão de futebol do clube, tanto dentro quanto fora de campo, mas que, ao mesmo tempo, vise fazer o clube retornar a um passado nem tão distante assim, mas indiscutivelmente vencedor.

Fora de campo, as palavras do presidente palmeirense apontam que o novo diretor de futebol profissional não terá todas as decisões em suas mãos, ou seja, não será dono da famosa “carta branca” da qual o antigo ocupante do cargo desfrutava de forma completa. Assim, um nome ligado à direção do clube também trabalhará nesta área.

O objetivo desta decisão é evitar que acusações de recebimento de comissões por parte de empresários e mesmo de atletas atinjam o novo responsável pela bola palmeirense da mesma forma como caíram sobre a cabeça de Mattos. Era exatamente desta forma que funcionava a cogestão Palmeiras/Parmalat nos anos 90, na qual José Carlos Brunoro tinha todo o dinheiro da multinacional italiana, mas não todo o poder de decidir onde aplicá-lo.

Dentro de campo, Galliote aponta que o próximo treinador deverá, obrigatoriamente, atender a duas condições: a primeira é dar aos principais jogadores das categorias de base, extremamente vencedores nos últimos anos, o espaço que eles têm feito por merecer; a segunda é que o esquema a ser adotado terá de ser bem mais ofensivo do que o adotado pelos dois mais recentes treinadores da equipe – Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari.

Nestes pontos, vale lembrar, existe uma contraposição: de fato, o Verdão sempre se destacou por equipes que jogavam um futebol clássico e muito ofensivo, mas jamais em sua história foi uma equipe que buscou em seus quadros menores as soluções para o seu time principal.

Para tanto, basta lembrar que o último jogador de destaque formado no clube e que se destacou entre os profissionais foi Gabriel Jesus… Analisando, assim, tudo o que falou o presidente palmeirense, chega-se à conclusão de que o novo técnico da equipe terá de ter em seu histórico estas duas condições.

E, no atual contexto do futebol brasileiro, só vejo três nomes que se encaixam, uns mais, outro menos, nestas exigências: Jorge Sampaoli, Renato Gaúcho e Wanderley Luxemburgo.

Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 30 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 13 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos no currículo. Hoje, mantém os sites www.marciotrevisan.com.br e www.senhorpalmeiras.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail apresentador@marciotrevisan.com.br



Total 2 Votes
0

Tell us how can we improve this post?

+ = Verify Human or Spambot ?

Nenhum comentário on "Pensando no futuro. Mas de olho no passado."

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *