Pandemia intensifica prática do voluntariado entre presos e funcionários

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Ações vão desde a arrecadação de roupas até a entrega de toucas a idosos

Da Redação – No período de pandemia, quando algumas oficinas de trabalho e atividades externas foram suspensas nos presídios da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), reeducandos e servidores focam parte do tempo em ações voluntárias. Eles têm ajudado famílias carentes e idosos mantidos em asilos de São Paulo. 

No interior do Estado, o tricô já faz parte da rotina do Centro de Ressocialização Masculino de Araraquara. Ali, reeducandos fizeram 120 toucas para aquecer os idosos de entidades da região. Treze detentos estiveram envolvidos na linha de produção. O material de ‘trabalho’ – lãs e agulhas – foi viabilizado pelos funcionários. O ato de tricotar tem ajudado a preencher o tempo ocioso de parte da população prisional em tempos de Coronavírus e a colaborar com o próximo.

Em outra unidade, em Presidente Bernardes, presídio de segurança máxima, agentes penitenciários reuniram 510 peças de roupas e quase 150 quilos de comida para pessoas assistidas pelo fundo social de solidariedade local.

Na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, presas com aptidão para corte e costura fizeram 7 mil máscaras de pano. Desta vez, em um gesto de solidariedade às demais reclusas, para que ganhassem um reforço na prevenção à Covid-19, além das máscaras fornecidas rotineiramente pela Pasta.

Ainda na capital, desde março deste ano, os funcionários já arrecadaram mais de duas toneladas de alimentos, produtos de higiene e de limpeza para instituições filantrópicas e religiosas. Além disso, cobertores, roupas e brinquedos foram destinados à crianças e portadores de necessidades especiais assistidos por associações como o Lar Ternura, localizado na zona oeste.

Na Feminina de Mogi Guaçu, as arrecadações também tiveram a participação das reeducandas. Este ano, foram arrecadadas 1.570 mil peças, e doadas para o Albergue Espírita Vinha de Jesus. Na Penitenciária Feminina de Tremembé II, as presas fizeram bolsinhas para que as máscaras fossem guardadas para que não ficassem expostas.

Unidades prisionais do ABC Paulista 

Os servidores dos Centros de Detenção Provisória de Diadema e de Mauá se uniram para dar assistência a pessoas em situação de rua e ao Grupo Espírita Pescadores de Amor (GEPA).

Desde abril deste ano, os funcionários do CDP de Mauá já arrecadaram, alimentos e produtos destinados a famílias carentes. Já os voluntários da unidade prisional de Diadema se reúnem no último domingo do mês para a distribuição de refeições.

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