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Nota sobre a denúncia publicada na imprensa contra a EE Mário Franciscon

Palavra de Internauta

 
Mestre

Nos últimos dias a escola estadual Mario Franciscon, em São Bernardo, vem sendo alvo de uma campanha de denúncia caluniosa após matéria publicada em um grande jornal. Acusam a escola de “trocar um ponto na média final dos alunos por doação de alimentos”, o objetivo seria arrecadar fundos para consertar as bombas d’água da referida unidade escolar.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação tenta criminalizar a equipe gestora e os professores pelos problemas existentes em centenas de escolas no Estado de São Paulo. As escolas estão sucateadas. Faltam quadras para as aulas de Educação Física, não têm funcionários suficientes, chove dentro das salas de aulas, as vezes falta o básico para os docentes e discentes.

Em reunião que tivemos com uma expressiva representação da referida unidade escolar tomamos conhecimento da real dimensão do problema. A diretora da referida unidade reassumiu o cargo no final do ano passado, desde então em conjunto com os professores, vem cobrando providências no que se refere as condições essenciais de funcionamento da escola.

Sobre a questão da caixa d’água, uma empresa esteve na unidade para realizar o conserto mais se recusou dado o comprometimento estrutural da mesma. Recentemente as bombas d’água vinham apresentando problemas e a escola não dispõe de verba para realizar o conserto, sendo que a liberação de recursos pelo Estado é demorada. A escola teve que funcionar inclusive com bomba emprestada para não dispensar alunos e alunas.

A mentira absurda é desmontada pelo método de avaliação da referida unidade aprovado no início do ano letivo o qual foi devidamente registrado pela referida unidade escolar. A seriedade é tanta que os alunos chegam a ter ótimos desempenhos nas notas do ENEM. Além disso, a escola realiza trabalhos diferenciados como a coleta de óleo de cozinha usado, contribuindo com a preservação do meio ambiente e atividades como o dia do sarau, o dia da consciência negra dentre outros, que tem contribuído para a formação crítica, autônoma e protagonista dos seus educandos.

Nas escolas estaduais há pouco tempo faltava inclusive papel higiênico e chegamos a presenciar escolas sem giz. Muitas vezes os professores fazem vaquinha para comprar café, açúcar, cadeados e papel sulfite; enfim, a situação é trágica. Esperamos que mais uma vez não tentem criminalizar os educadores pela omissão do Estado diante do quadro de abandono da escola pública. Apesar dessa realidade; a dedicação e o compromisso dos professores, funcionários e gestores, tem feito a diferença no que se refere a dar continuidade a tarefa da escola pública com a formação da geração de discentes em que pese todo descaso da política educacional vigente há décadas no Estado de São Paulo.

Em recente reunião com a dirigente de Ensino de São Bernardo do Campo, relatamos problemas em várias escolas. A mesma afirmou que fará uma agenda de visita à rede para tomada de posição e para os devidos encaminhamentos. Continuaremos nossa tarefa de defesa dos professores, gestores, funcionários e estudantes contra os oportunistas que de forma irresponsável querem jogar nas costas dos educadores sua política de desmonte da escola pública.

As escolas estaduais de São Paulo estão sucateadas!

Coordenação da Subsede da Apeoesp de São Bernardo

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