ONG de São Caetano alerta para o risco da Panleucopenia em gatos

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Da Redação – Por conta da fácil disseminação no ambiente, a Panleucopenia felina é uma doença grave, altamente contagiosa, causada por um vírus comum em gatos não vacinados, e que pode, inclusive, levar os animais à morte de maneira súbita, antes mesmo de que seus tutores possam suspeitar de algo. O principal meio de transmissão ocorre pelo contato direto de um felino sadio com um animal contaminado, em lugares com grande aglomeração de bichanos.

Objetos como tigelas e brinquedos, ambientes e secreções infectadas também podem facilitar a contaminação dos felinos pela doença, já que o vírus é bastante resistente e pode sobreviver mesmo fora do corpo do animal por um período de tempo considerável.

Os primeiros sintomas aparecem cerca de uma semana após o contágio e incluem desde febres, vômitos e diarreia, até a apatia nos gatos. Em alguns casos, podem ocorrer a falta de apetite, desidratação, sensibilidade na área abdominal e a excreção de fezes com sangue.

De acordo com a Dra. Gabriela Amante, veterinária da ONG SOS Cidadania Animal, de São Caetano do Sul, não há um diagnóstico com 100% de precisão sobre a Panleucopenia. “Diante dos sintomas correspondentes e com um hemograma que acuse Leucopenia, sugere-se a Panleucopenia, no qual há a iniciação imediata do tratamento sobre a doença”, descreve a veterinária.

A vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção, sendo que os felinos já podem receber estes antígenos a partir do segundo mês de vida, devendo repetir a proteção de forma anual. Sobre os animais já infectados, a Dra. Gabriela Amante explica que “o foco é o profissional tratar os sintomas apresentados com antibióticos, para elevar o número de leucócitos, que são as células de defesa, e, com isso, incitar o próprio organismo a combater o vírus, além de muita hidratação e o isolamento do animal.”

Segundo uma observação apontada pela ONG SOS Cidadania Animal, nos últimos meses, os casos de suspeita de Panleucopenia Felina cresceram consideravelmente em relação aos anos anteriores. “Com quase nove anos na área veterinária, eu havia atendido somente a dois casos da doença, por volta de seis anos atrás. Nos últimos meses, aqui na ONG, realizei atendimento de cerca de 20 ocorrências”, pontua Dra. Gabriela.

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