O Brasil tem dois Supercampeões

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan – Até um paralelepípedo sabe que o Flamengo/RJ é melhor do que o Palmeiras, e a maior prova disso é uma comparação pura e simples de jogador com jogador – se feita, o Verdão perderá em quase todas as posições.

Da mesma forma, até um saco de 1 kg de açúcar mascavo sabe que a CBF fez o que estava a seu alcance para que o título da Supercopa do Brasil de 2021 ficasse com a equipe carioca, já que o time paulista tem sido um pé no saco da entidade nos últimos tempos.

A maior prova disso foi o fato de ter marcado esta partida, que poderia tranquilamente acontecer no domingo que vem, justamente para este domingo, ou seja, entre os dois jogo finais da Recopa Sul-Americana – numa prova mais do que cabal que o presidente Carlos Caboclo não dar a menor bola para o fato de um de seus filiados estar lutando para dar ao futebol brasileiro mais um título internacional.

E é exatamente pelas razões acima que, apesar do empate e da derrota nos pênaltis, o Palmeiras tem o direito moral de também se considerar supercampeão do Brasil em 2021. Mesmo tecnicamente inferior, o alviverde em nenhum momento teve medo do atual bicampeão brasileiro. Aliás, muito pelo contrário: se durante alguns minutos, na etapa final, houve um time que dominou as ações e chegou inclusive a sufocar o adversário, este time foi o do Palmeiras.

Mas é claro que o rubro-negro carioca tem todos os méritos por mais esta conquista. Como disse acima, sua equipe é superior não só à do seu adversário na ensolarada manhã deste domingo em Brasília/DF, mas também em relação a todas as demais equipes do País.

A qualidade técnica de seus jogadores, a postura ofensiva quase que constante em todos os jogos e ciência de que é melhor fazem o Flamengo/RJ saber que o gol da vitória é apenas uma questão de tempo. E se ele não vem, como aconteceu nesta decisão, tudo bem: seu goleiro é especialista em defender pênaltis, tanto que desta vez agarrou quatro (isso mesmo: quatro!!!) dos nove cobrados pelo Palmeiras.

Gostaria de falar, também, de Leandro Pedro Vuaden. Mais uma vez, o treinador Abel Ferreira reclamou muito da arbitragem. O técnico português precisa entender que o nível dos árbitros brasileiros está muito abaixo dos europeus, e que se não mudar seu comportamento será expulso todo jogo, como aliás foi corretamente hoje.

A meu ver, o apitador gaúcho cometeu apenas dois erros em todo o jogo: não mostrou cartão amarelo para o rubro-negro Diego (no lance que, aliás, causou a expulsão do treinador palmeirense), e não expulsou o alviverde Wesley no começo da etapa final, após uma duríssima falta. 

Por fim, creio que o futebol apresentado por Flamengo/RJ e Palmeiras nesta final da Supercopa provou que ambas são, no momento, as duas melhores equipes brasileiras, e a bola que jogam enche de esperanças todos aqueles que, como eu, sonham com que o Brasil volte a ser o que sempre foi e deixou de ser há algum tempo: o País do Futebol.

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 32 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 14 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico

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