Nova sede do Caps São Pedro/Farina começa a ser construída

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Da Redação – A oficina de artesanato do Centro de Referência do Idoso (CRI) tem contribuído para a coleta seletiva e reciclagem, implantadas em São Bernardo em 2014. Filtros usados de café, caixas de sapato e de leite, jornais e revistas, entre outros materiais, deixaram de ir para o lixo e viraram, nas mãos dos alunos, “matéria-prima” para a confecção de objetos como porta-retratos e porta-objetos.

Nas aulas, as vovós dão asas à imaginação e criam e transformam o que estava fadado ao lixo em pequenas obras de arte para uso pessoal ou pequenos mimos para familiares e amigos.

A aposentada Nair Gomes Barbosa, 79 anos, moradora do Baeta Neves, repaginou uma caixa com recortes de papel para presente, que serviu para abrigar um jogo de toalhas que deu a um sobrinho que casou. Até o presente ganhou um toque especial. “Fiz um trançado com fitas de cetim. As toalhas ficaram lindas.”

A dona de casa conta que encontrou na oficina de artesanato uma maneira de ocupar a mente. “Vim porque sempre gostei de artesanato. Ficar em casa é muito ruim. Aqui a gente interage com outras pessoas, faz amizades, exercita a criatividade.”

Maria Gonzales, 65, do Jardim Belita, tem o mesmo sentimento. “Para mim não é apenas mais um aprendizado, serve como entretenimento e integração com outras pessoas. Nessa idade, é preciso que a gente ocupe a memória para manter a cabeça em ordem”, avalia.

A dona de casa também vai reaproveitar uma caixa de presente, que servirá para acomodar um pequeno mas muito valioso presente para o filho de uma amiga. “Vou repaginar a caixa com recortes de filtros de café, que serão pintados antes da colagem. Assim que tiver pronta vou comprar um livro infantil, colocar dentro da caixa e dar de presente para ele.”

Conforme explicou a oficineira Valquiria Duarte Binoeza, a atividade com os idosos não tem foco apenas no ensino das técnicas de recorte, colagem e pintura. “O objetivo não é apenas o artesanato pelo artesanato. Procuramos trabalhar a autoestima, ajudá-los a criar novos vínculos, sair um pouco do cotidiano doméstico e mostrar que são capazes de transformar algo, reaproveitando objetos que seriam descartados. É transformar o lixo em luxo.”

O CRI oferece gratuitamente aos moradores da cidade 18 oficinas, entre as quais piano, violão, informática, yoga, dança do ventre, canto e coral. Para participar é preciso ter idade igual ou superior a 60 anos.

Reciclagem – Implantada em 2014, a coleta seletiva está presente em toda a cidade. São Bernardo recicla 5,8% de todo o lixo coletado por mês – cerca de 22 mil toneladas (resíduo domiciliar e objetos descartados na Operação Bota-Fora, como madeira e resto de material de construção).

A reciclagem ajudou a gerar emprego e renda para dezenas de famílias. O município conta com dois centros de reciclagem, que, juntos, empregam 116 pessoas, sendo 76 na Cooperluz e 40 na Reluz (os trabalhadores atuam em sistema de cooperativa). A maioria dessas famílias trabalhava do extinto Lixão do Alvarenga, que chegou a reunir cerca de 2 mil catadores.

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