Nina Silva participa do Fórum “Raça e Mercado: transformação econômica”

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Da Redação – A empresária Nina Silva, criadora do Movimento Black Money e reconhecida pela Forbes como uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil em 2019, irá participar do Fórum “Raça e Mercado: uma transformação econômica”, na segunda-feira (13), promovido pela EAESP (Escola de Administração de Empresas de SP) da Fundação Getúlio Vargas.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) famílias pobres brasileiras levariam nove gerações para alcançar a renda média do país. O Brasil ocupa segunda pior posição em um estudo sobre mobilidade social feito pela instituição com dados de 30 países e divulgado em 2018. Nosso país, é superado apenas pela Colômbia, que demoraria 11 gerações.

A análise mostra que a baixa aptidão dos pobres de crescerem e dos ricos de descerem na escala social resulta, em grande parte, da inércia educacional dos filhos em relação aos pais. Se o pai é analfabeto, há uma grande chance de o filho também ser.

“Filhos de pais na base da pirâmide têm dificuldade de acesso à saúde e maior probabilidade de frequentar uma escola com ensino de baixa qualidade. Faça a conta: se negros são 75% dos 10% mais pobres do país quando iremos acender se mantivermos as relações de trabalho e circulação de riqueza desta estrutura? Para promover mobilidade social, seriam necessárias nove gerações para que os descendentes de um brasileiro entre os 10% mais pobres atingissem o nível médio de rendimento do país e isso não é aceitável”, argumenta Nina Silva.

Na contramão da marginalização do mercado o Afroempreendedorismo e afroconsumo se fortalecem onde em 2017 tivemos 1.7 trilhão de reais movimentados pela população afrodescendente no Brasil. Em resposta a níveis de desemprego cada vez mais altos, negócios pretos dialogam com a transformação digital para formação de redes e alianças como será discutido no Fórum “Raça e Mercado: uma transformação econômica”. A discussão está sendo fomentada por um pool de negócios pretos formado pela Preta Hub, Feira Preta, Afrobusiness, Diáspora.Black e Movimento Black Money que debaterá o tema com grandes empresas, empreendedores negros e investidores. Evento gratuito.

De acordo com Edgard Barki, o coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV EAESP, o emp reendedorismo pode ser uma importante alavanca do crescimento econômico brasileiro. “Mas, para que o desenvolvimento econômico aconteça e a diminuição da desigualdade social de fato ocorra no país é essencial discutirmos a inclusão e fomento ao empreendedorismo negro e sua maior inclusão no universo dos negócios”, diz Barki.

“Protejam-se das armas de exclusão do sistema transvestidas de medidas de inserção pois em sua maioria não serão suficientes para desregular o mercado que sempre se auto regula para nos excretar. Nós do Movimento Black Money te convocamos para o fortalecimento da comunidade negra pautada em relações de capital e influência para aceleração do nosso acesso à educação de qualidade e inovadora, à geração de renda a partir de negócios entre pessoas pretas e à criação de fundos e clubes de investimentos onde o pouco em conjunto se tornará potência”, finaliza Nina.

Serviço – Raça e Mercado: uma transformação econômica, na segunda-feira (13), às 8h30, no Auditório 9 de Julho (rua Nove de Julho, 2029, Bela Vista), no térreo. Gratuito (as vagas são limitadas). Informações e inscrições: www.eaesp.fgv.br/centros

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