Mortalidade infantil é a menor da história em Mauá com 11,64 óbitos a cada mil nascidos vivos em 2015

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Da Redação – Mauá está comemorando a redução dos indicadores de Mortalidade Infantil para 11,64 mortes a cada mil crianças nascidas vivas e com menos de um ano, em 2015. O anúncio dos dados preliminares foi feito pelo prefeito Donisete Braga nesta segunda-feira (4), durante o lançamento do Caderno de Cuidado Materno Infantil, realizado no Centro de Formação de Professores Dr. Miguel Arraes, para um público de trabalhadores da saúde. A cerimônia foi seguida por palestra da representante da coordenação do programa federal Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, Maria Teresa Rosseti Massari.

“Esta é a melhor agenda da semana: anunciar que a Mortalidade Infantil foi reduzida de 15,71 em 2013, para 11,64, em 2015. Nenhuma morte é aceitável e vamos continuar com a meta de reduzir para um dígito. Todos os dias nascem entre 12 e 15 crianças em Mauá e isso exige o esforço dos trabalhadores da Secretaria de Saúde e conscientização das mulheres sobre os cuidados que a maternidade exige”, disse o prefeito.

Para comemorar a redução dos indicadores, a Secretaria de Saúde apresentou durante o evento os principais beneficiados pelas políticas públicas exitosas no combate à mortalidade: quatro bebês, as mães e duas grávidas. “Os bebês Davi, Luna e Isabella simbolizam todo esse trabalho e inspiram a busca incansável pelo melhor para a cidade”, considerou o prefeito.

Estavam presentes as mães Selma Patrícia da Silva Lima, Alessandra Soares Dias Rulli e Letícia Aparecida do Carmo, respectivamente, e as gestantes Keila Chaves Lopes e Elizangela da Silva Lopes. Elas permaneceram para assistir à palestra que seguiu ao lançamento da publicação. “Gostei de tudo que foi dito, e gostei do incentivo à presença do pai na hora do parto”, disse Elizangela.

Além de explicar indicadores de mortalidade infantil do país e do estado, Maria Teresa destacou “que o Brasil está entre os 62 países que aderiram às metas do milênio e tem avançado na redução da mortalidade infantil.” Entre assuntos diversos, ela explicou que o trabalho de parto se configura com aproximadamente 12 contrações por hora, e a chegada da gestante com menos que isso à maternidade aumenta os riscos e reduz a possibilidade de parto normal.

Para o secretário de Saúde, Luís Fernando Tofani, “o resultado positivo obtido até agora é graças ao trabalho dos profissionais da rede de saúde e trata-se de uma prioridade transversal contínua, envolvendo unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, hospital, maternidade, Centro de Referência em Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, Samu, Vigilância Epidemiológica que coordena o Comitê contra a Mortalidade Infantil, Caps Infantil, Caps Álcool e Drogas, Educação Permanente, entre outros.”

Considerado um grande desafio para o secretário de Saúde de Mauá, a queda para 11,64 de Mortalidade Infantil, com 70 óbitos de crianças com menos de um ano de idade, é encarada como um passo para atingir a meta de alcançar um dígito. Daí a iniciativa de consolidar o conteúdo do Caderno de Cuidado Materno Infantil, que foi construído pela equipe da rede de saúde, é apresentar aos trabalhadores um documento de uso interno a ser seguido em todos os setores que atuam nas ações preventivas e de assistência da rede municipal que se relacionam à prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, manutenção da saúde integral e assistência às gestantes, mães e bebês. “Este conteúdo está de acordo com o preconizado pelo programa federal Rede Cegonha, do Ministério da Saúde”, explicou o secretário.

Os indicadores e a prevenção da Mortalidade Infantil em Mauá – O índice de Mortalidade Infantil é calculado com base no número de óbitos a cada mil crianças nascidas vivas e com até um ano de idade. Sendo assim, Mauá registrou, em 2010, 17,36; 2011, 14,11; 2012, 15,98; 2013, 15,71; 2014, 12,38; e, em 2015, 11,64.

Observa-se que as mortes ocorrem em sua maioria até os sete dias de vida. Entre as principais causas estão a prematuridade; baixo peso de nascimento (menor que 2,5 kg); doenças respiratórias e infecciosas; malformações congênitas.

Entre as políticas públicas desenvolvidas nesse combate está o fortalecimento das ações do Comitê de Combate à Mortalidade Infantil, que são formados por profissionais de saúde que pesquisam os casos de óbito de mães e bebês, com entrevista com os familiares e estudo do prontuário hospitalar para identificar as causas associadas ao óbito.

Também foi feita a implantação das linhas de cuidado, a partir de prioridades definidas junto ao Conselho Municipal de Saúde e expressas no Plano Municipal, e seguindo as diretrizes preconizadas pelo sistema Único de Saúde (SUS); a Linha de Cuidado Materno Infantil é trabalhada em três eixos: I – Atenção ao pré-natal, parto e puerpério; II – Cuidado à criança até os dois anos de vida e; III – direitos sexuais e reprodutivos.

Ações locais para prevenção de mortes maternas e infantis na rede de saúde de Mauá – Gestantes tiveram ampliação ao acesso de atendimento Pré-Natal de qualidade; vagas garantidas na maternidade, incentivo ao parto normal e a atendimento humanizado nos casos de abortamento. Também se garantiu a presença de um acompanhante no pré-natal, parto e pós-parto; tem sido amplamente orientado sobre os métodos anticoncepcionais adequados; proporcionado o alojamento conjunto para o bebê saudável; pais são incentivados a participar dos cuidados do bebê de risco durante internação; atendimento do bebê, pela equipe da UBS, no primeiro mês de vida; e estímulo ao aleitamento materno.

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