Mês do Orgulho LGBTQIA+ é marcado por debate nas empresas

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Webinar trouxe relatos de profissionais sobre suas experiências e expectativas para o futuro do mercado

Da Redação – Encerrando o Mês do Orgulho, profissionais se reuniram na noite de ontem no webinar “LGBTQIA+ Experience: diversidade e inclusão no ambiente de trabalho” para contar suas experiências, desafios, superações e expectativas para o futuro, dentro e fora do ambiente de trabalho. A importância do diálogo aberto entre funcionários e gestores, e a empresa como defensora da diversidade foram alguns dos principais pontos em comum abordados pelos participantes.

A mediadora Silvana Vidal, coordenadora de Recursos Humanos (RH) na Pontomais, contextualizou a importância do dia 28 de junho para a comunidade e falou sobre como o mês ficou marcado por luta e resistência, a partir da revolta de Stonewall. “Infelizmente, 51 anos depois, ainda é necessário que tenhamos esse tipo de debate”.

Apesar de a sociedade ter evoluído muito nas últimas duas décadas, como pontuou Rodolfo Fiorderize, Head de People Experience na Doctoralia, estamos longe do ideal. “Comecei minha carreira há 15 anos e as coisas eram muito diferentes, principalmente nas grandes corporações. Hoje, atuando em uma startup, é possível colocar em prática o que acredito e participar ativamente de mudanças em prol da pluralidade”, comenta. “Mas sei que o “mundo ideal” ainda está longe. Sonho com um ambiente diverso em todas os níveis hierárquicos, em que as pessoas sejam avaliadas por seu desempenho e competências, e não por seguirem um padrão”.

Não se esconder ou seguir um padrão foi justamente o que fez com que Fabiane Pellegrino, Head de Produto na Send4, servisse de exemplo para outros funcionários ao longo da carreira. “Percebi que se você não tem um estereótipo óbvio, a aceitação é mais fácil, mas também aprendi que não precisamos de aceitação e sim de equidade. Um ecossistema rico é aquele que tem equidade entre as espécies. Quando alguém domina, o equilíbrio se perde”.

Criticado pelo “excesso de alegria e simpatia” (características comumente associadas ao comportamento de homens gays), Halison Chaves, Head de Pessoas na Segfy, aprendeu a usar isso a seu favor, e afirma que hoje, na empresa em que atua, proporcionar um ambiente livre de preconceitos e com equidade é uma busca geral.

“Diziam que eu precisava me conter para não ofuscar o brilho das outras pessoas, mas aquilo era o meu diferencial e quando eu era fiel a minha identidade, tudo fluía melhor”, conta. “Para os jovens LGBTs que estão começando a carreira, a minha dica é: apareçam. Sejam vocês mesmos e se posicionem. Não deixem que ninguém diga o que vocês podem ou não fazer”, afirmou.

Para essa nova geração, Ronaldo de Moura, HR Business Partner na Rentcars, enxerga um cenário otimista. “Há cinco anos eu não imaginava que teríamos tantos debates sobre diversidade, em tantos canais diferentes. Daqui cinco anos imagino que proporcionar esse tipo de espaço vai se tornar, praticamente, algo natural para as empresas, e aquelas que não estiverem dispostas a mudança, terão problemas não só em relação a retenção de funcionários, como enfrentarão o enfraquecimento de suas marcas”.

A diversidade sempre existiu, não é coisa de agora e nem das últimas décadas. O que mudou foi a segurança e a liberdade que as pessoas adquiriram para serem elas mesmas perante a família, amigos, colegas de trabalho, gestores, e todos os componentes de uma sociedade. Aqueles que, por algum motivo, não concordam, provavelmente estarão obsoletos em poucos anos, seja como cidadão ou como empresa.

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