Medalhista olímpica fala dos desafios para alcançar glória no esporte

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Consórcio Intermunicipal Grande ABC recebeu nesta quinta-feira (6) a atleta Thaissa Presti, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008

Da Redação – “O ápice do atleta é chegar na medalha olímpica, mas muita coisa acontece até que a gente chegue lá”. Foi assim que a medalhista olímpica em atletismo Thaissa Presti iniciou a palestra realizada por ela no Consórcio Intermunicipal Grande ABC, nesta quinta-feira (6/6), para um público de aproximadamente 120 pessoas. A apresentação faz parte do projeto Heróis do Atletismo, da Caixa Econômica Federal, que leva histórias vitoriosas de esportistas brasileiros para vários pontos do país.

Filha do ex-jogador de futebol Zé Sérgio, que atuou pelo São Paulo e pela Seleção Brasileira nos anos de 1970 e 1980, Thaissa já nasceu com o DNA esportivo. Logo aos 2 anos, foi morar no Japão, onde o pai encerrou a carreira. No país oriental viveu 8 anos e iniciou o contato com o atletismo. Quando a família voltou ao Brasil, foram morar em Vinhedo, no interior de São Paulo, onde continuou com os treinamentos. “Quando percebi, já estava apaixonada pela modalidade”, afirmou Thaissa.

Durante a carreira, se especializou em provas de velocidade, como 100 metros rasos, 200 metros e revezamento 4×100. “Nesse esporte, a gente briga por centésimos de segundos. Em 16 anos de carreira, baixei dois segundos do meu tempo. Parece pouco, mas correr 200 metros em alta velocidade tem que treinar bastante, principalmente força e técnica.”

Durante a palestra, ela apresentou vídeos de algumas competições e de treinos. “Para ser atleta olímpica não é só fazer o treinamento físico, é preciso ter preparação complementar, com fisioterapia o tempo todo, nutrição muito regrada, acompanhamento psicológico e valorizar muito o tempo de descanso, porque se não pouparmos nosso corpo no momento de folga, o adversário fará isso”, comentou.

Thaissa ainda destacou que é importantíssimo para o atleta de alto rendimento manter os estudos. “Minha carreira foi curta, hoje estou com 33 anos. Mas consegui fazer faculdade, pós-graduação e alguns cursos para me preparar para a fase posterior ao encerramento da minha atividade”, contou.

Dentre várias conquistas nacionais e sul-americanas ao longo dos anos, o ponto alto foi a medalha de bronze na Olimpíada de Pequim, na China, em 2008, no revezamento 4×100, juntamente com Rosemar Coelho, Lucimar de Moura e Rosângela Santos. Na ocasião, a equipe brasileira terminou a competição na quarta colocação, sem direito a pódio. O prêmio, porém, veio anos depois. Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) refez os testes de doping da Rússia, o que eliminou as atletas do país europeu e alçou o time do Brasil ao terceiro melhor tempo do torneio.

O bronze olímpico só chegou nas mãos de Thaissa em 2017, quase dez anos depois da prova. “Essa medalha veio como uma coroa para o encerramento da minha carreira. Sou muito grata por tudo o que conquistei pelo atletismo”.

A atleta terminou a palestra no Consórcio ABC com uma mensagem para quem quer ser esportista profissional. “É preciso motivação para começar, disciplina para continuar e superação para amadurecer com os obstáculos a fim de superar os limites”, afirmou.

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