Mais feio do que o ‘macarrão’ do Neymar

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* Márcio Trevisan – “Pai: o cabelo do Neymar tá parecendo um miojo”.

Foi com esta frase que meu filho, Vinícius, descreveu o horrendo corte que o craque maior da nossa seleção escolheu para o jogo de estreia na Copa do Mundo da Rússia.

Digo “de estreia” porque, como se sabe, ele muda penteado com mais rapidez do que realiza depósitos em suas contas bancárias, e por isso não será surpresa se, nos próximos dias, ele aparecer com outro corte de juba quase tanto ou ainda mais feio.

Mas falemos de futebol, até porque – e por motivos óbvios – sobre cabelo não tenho muito moral pra falar. O que meu garoto, na sabedoria dos seus 16 anos, não imaginava é que o futebol que o Brasil apresentaria em seu “debut” na Rússia também seria muito parecido com o famoso macarrão instantâneo: molenga, sem gosto e insalubre. E o mais interessante é que logo após abrir o placar, todo mundo já meio que sabia que isso iria acontecer.

É que a Seleção Brasileira, meus amigos, se parece um pouco com o Palmeiras: sabe que é melhor do que quase todos os adversários, e por isso pensa que pode vencê-los quando bem entende. Por isso, logo depois do golaço do Philippe Coutinho, passou a tocar a bola de lado e a diminuir imensamente o ritmo do jogo, justamente porque tinha certeza de que faria o segundo a qualquer momento.

Já a Suíça se parece um pouco com o Corinthians (não este, de Osmar Loss, mas aquele outro, de Fábio Carille): não tem vergonha nenhuma de jogar na retranca e fica à espera do primeiro vacilo – ou então do primeiro erro da arbitragem a seu favor – para dar o seu bote.

Sim: o gol dos vermelhinhos foi irregular. Antes de tocar com violência de cabeça, aproveitando-se do fato de Alisson, tal qual fosse uma planta de jardim, estar com os dois pés fincados na grama, Zuber fez falta em Miranda.

Não foi “aquele” empurrão; foi apenas um empurrãozinho de nada, mas suficiente para deslocar nosso zagueiro e impedir que ele cortasse a bola. Erro da arbitragem, tanto a de campo quanto a de vídeo, o que também surpreendeu a todos: afinal, normalmente o Brasil é favorecido em Copas do Mundo, e não prejudicado.

Mas talvez isso tenha acontecido neste domingo porque o árbitro mexicano Cesar Ramos viu a Canarinho jogando tão mal, mas tão mal que deve ter pensado: “Ah, este time não é a Seleção Brasileira”. E aí fez o que fez.

De qualquer forma, nada está perdido. Nosso próximo adversário será o país que tem a costa rica, mas o futebol pobre, e as chances de pronta e total recuperação são ainda maiores do que as chances de Neymar dar um fim ao “macarrão” que resolveu colocar em sua cabeça.

Para sorte da gente.

 

Curtinhas

 

Mas já? – A surpreendente, porém merecida, derrota da Alemanha para o México neste domingo ao que tudo indica colocará os tetracampeões mundiais no caminho do Brasil já na próxima fase da Copa do Mundo, já que mesmo o tropeço de estreia provavelmente seremos os campeões do nosso grupo. Oportunidade melhor para eliminar os alemães e ao mesmo tempo vingar os 7 a 1 que sofremos há quase quatro anos certamente não surgirá tão breve.

Que raiva! – O pênalti que perdeu e que consequentemente determinou a derrota do Peru para a Dinamarca, no sábado, fez com que Cueva irritasse profundamente a diretoria do São Paulo. É que o clube do Morumbi sonhava com um grande Mundial do seu jogador para conseguir vender seus direitos econômicos e federativos pelo maior valor possível. Agora, a menos que o jogador “mate a pau” nas duas próximas partidas, isso vai ficar meio difícil.

Ele está lá! – Se alguém ainda duvidava da qualidade de Cristiano Ronaldo certamente deixou de duvidar após os três gols que o cara marcou logo na estreia de Portugal nesta Copa do Mundo (empate por 3 a 3 com a fortíssima Espanha). Como o gajo mesmo costuma dizer, ele está lá, e se ele está lá, os portugueses poderão viajar bem mais pela Rússia do que eles mesmos poderiam imaginar.

Abelão no Timão? – Após pedir demissão no Fluminense/RJ, o técnico Abel Braga tornou-se o nome da vez no Corinthians, que desde a saída de Fábio Carille não conseguiu se acertar com Osmar Loss. Após o adeus do retranqueiro mais vitorioso da história do futebol brasileiro, o Timão disputou sete jogos – e perdeu cinco. Há quem diga que o Itaquerão está de portas, janelas e, principalmente, de cofres abertos para o treinador.

 

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 29 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 11 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 390 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail trevisan.marcio1968@uol.com.br

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