Interior paulista participa com 12 equipes da Competição Baja Sae Brasil Petrobras

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Da Redação – Estudantes de engenharia de universidades da Grande São Paulo e Interior estão em contagem regressiva para a 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, que tem 74 equipes inscritas de 19 Estados e Distrito Federal, e representam 68 instituições de ensino. A prova será realizada em São José dos Campos, de 31 de março a 3 de abril.

Das 74 equipes inscritas 23 são de São Paulo, sendo 11 da região metropolitana e 12 do Interior do Estado (confira a lista). Os bajas foram desenvolvidos e construídos pelos próprios estudantes, que também se encarregam da administração e viabilização econômica do projeto. Além do Enduro de Resistência, os veículos passam por avaliações técnicas estáticas e outras provas dinâmicas.

As três instituições de ensino que alcançarem a melhor pontuação na soma geral das provas poderão representar o País na Baja SAE Tennessee Tech, de 14 a 17 de abril de 2017 em Cookeville, Tennessee, EUA.

Eletrônica – A equipe Poli de Baja, da Escola Politécnica da USP, apostou forte na eletrônica para o protótipo, equipado com módulo eletrônico no volante que permite ao piloto, em tempo real, monitorar o combustível e a temperatura do óleo, além de fazer modificações no carro, como regulagem de freios e alinhamento da direção. Para auxiliar o piloto na melhor condução do carro outro módulo, no box da equipe, armazena as informações do protótipo durante a competição. Um cartão de memória capta os sinais de GPS e os dados gerados para análises pós-competição.

A equipe investiu ainda em novas geometrias e materiais para reduzir esforços na carroceria e garantir a integridade estrutural do protótipo. Também focou na análise estrutural de peças para confiabilidade na escolha de geometrias e materiais, com ensaios e estudos de comportamentos específicos como dureza, flexão, torção e propriedades metalográficas.

Para proteger os subsistemas do carro de contaminação por agentes externos que prejudiquem seu desempenho a equipe desenvolveu proteção feita de compósitos para a região do trem de força. “Sempre levamos em conta a facilidade e a precisão do processo de fabricação do protótipo. Ao projetar cada componente, avaliamos o método de fabricação a ser utilizado e a sua viabilidade e, apesar de serem voltados a competições, nossos protótipos poderiam ser produzidos em larga escala e comercializados, graças ao estudo para redução de custos de fabricação realizado durante o projeto”, explica o capitão Gabriel Borrasca, 4º ano de Engenharia Mecânica. Com 14 anos na competição, a equipe conquistou dois campeonatos nacionais e dois TOP 10 mundiais.

Resistência mecânica – É o diferencial da equipe Piratas do Vale, da UNESP (Universidade Estadual Paulista) campus Guaratinguetá, que este ano reduziu a massa do protótipo em 18 kg em relação ao anterior e adicionou travamentos na estrutura do carro para aumento da rigidez torcional na dianteira e traseira. “Mantendo a resistência mecânica do protótipo e ao mesmo tempo diminuindo sua massa, o desempenho aumenta consideravelmente, dando à equipe a condição de brigar pela classificação ao mundial de Baja SAE”, diz o capitão Lucas Reis Rangel Querido Moreira, 7º semestre de Engenharia Mecânica. Experiente, a equipe composta por 20 estudantes espera repetir um lugar entre os 10 primeiros na competição.

Materiais – A aplicação de material sinterizado a partir de pó metálico ao projeto, com resultado de redução de custo de fabricação e desperdícios de material, o uso de prolipropeno reciclável na carenagem e de recursos de telemetria e impressão 3D por prototipagem rápida em itens de design e eletrônica, são algumas das novidades no projeto da equipe Unicamp Baja SAE, da Universidade Estadual de Campinas. “As crescentes colocações na competição, a confiabilidade do protótipo, o aumento na qualidade dos processos e o conhecimento que a atividade nos traz, somados ao amor pelo projeto, são as motivações da equipe”, afirma Mayumi Nakazawa Rodrigues, capitã da equipe Unicamp Baja SAE.

Suspensão e freios – Com inovações no subsistema da suspensão, que ganhou nova geometria e, no sistema de freios, com projeto novo de pinças, aplicados aos dois carros que vão disputar a competição, as equipes EESC USP 1 e EESC USP 2, da Escola de Engenharia da USP São Carlos, esperam participar do campeonato mundial. “Nossa principal expectativa é conseguir a vaga para o campeonato mundial. Por isso procuramos também evoluir na gestão de tempo e de pessoas e conseguimos antecipar o protótipo, realizando testes com tempo hábil para corrigir problemas, aumentando as chances de vitória” avalia o capitão Tiago Pissolati Sakomura.

Os bajas – Os veículos Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas e motor padrão de 10 HP, que devem ser capazes de transportar pilotos com até 1,90 m de altura, pesando até 113,4 kg. Os sistemas de suspensão, transmissão e freios, assim como o próprio chassi, são projetados e construídos pelas equipes, que têm, ainda, a tarefa de buscar patrocínio para viabilizar o projeto.

Serviço – 22ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, de 31 de março a 3 de abril, na Avenida Cesare Monsueto Giulio Lattes, s/n, Eugenio de Melo, São José dos Campos, ao lado da Fatec

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