Hospital Nardini capacita médicos e enfermeiros para prevenção à dengue

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Da Redação – Com objetivo de intensificar as ações de prevenção à dengue e aumentar as chances de diagnóstico, o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini de Mauá realizou ontem uma capacitação para enfermeiros e médicos da instituição, além de profissionais do SAD (Serviço de Atendimento Domiciliar) da Rede de Saúde. O treinamento foi ministrado no auditório do hospital pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológico do município em parceria com o Núcleo de Educação Permanente da unidade. Ao todo, 58 profissionais da Saúde foram capacitados.

Com o aumento expressivo dos casos de dengue nos últimos anos em todo País, a preocupação da Secretaria da Saúde é habilitar os profissionais para identificar casos graves precocemente, qualificar a assistência após o diagnóstico e, principalmente, evitar óbitos. A doença é causada pela picada do mosquito Aedes Aegypti, também transmissor do Zika Vírus e Chikungunya.

O enfermeiro da Vigilância Epidemiológica, Robervânio Damasceno, explicou detalhadamente todas as fases das três doenças. Foram abordados temas como manejo clínico correto; todos os possíveis sintomas; tipos da dengue; meios de obter diagnósticos laboratoriais; ações de prevenção; roteiro de atendimento indicado; casos prioritários e classificação dos riscos, entre outros temas.

Durante a aula os profissionais tiraram dúvidas gerais sobre o assunto e esclareceram procedimentos para fluxo de notificação compulsória. “Me surpreendi com a adesão dos profissionais, foi muito positivo. Desde o ano passado observamos que houve melhora na conduta dos profissionais e no manejo clínico. É importante tanto para o hospital quanto para a melhoria da assistência ao paciente”, disse o enfermeiro responsável pela capacitação.

Por conta da semelhança de sintomas, é comum que, de forma geral, os médicos confundam os sinais da dengue com gripe ou outras patologias. Por isso, é fundamental que as equipes assistenciais sejam esclarecidas para concluir qual é o problema e de forma mais rápida. “São diagnósticos difíceis de alcançar. Por isso, o profissional sem capacitação facilmente confundirá com doenças mais corriqueiras, como a gripe. Só com treinamento adequado reduziremos casos graves e fatais. As sorologias (coletas de sangue feitas para verificar a presença do vírus), apesar de específicas, demandam tempo precioso que não podemos perder no tratamento”, observa o Diretor Técnico do Nardini, Dr. Allison Takeo Tsuge.

Este ano Mauá registrou 286 casos suspeitos de dengue, 58 negativos, três importados de outras cidades, um autóctone (contraído no município) e 224 aguardam resultado do Instituto Adolfo Lutz.

Ações de combate – Quando a Secretaria de Saúde recebe uma notificação de caso suspeito as equipes fazem ação de bloqueio, vistoriam um raio de 300 metros ao redor da moradia e tomam as medidas indicadas para controle do vetor transmissor. Não há casos de zika ou chikungunya. Pesquisas demonstram que 85% dos criadouros do Aedes aegypti se encontram nas casas e quintais. Por isso, as equipes reforçam cuidado redobrado com objetos que possam acumular água e virar potencial criadouro. Em fevereiro, a Secretaria da Saúde promoveu grande mutirão de combate à dengue nos cinco territórios do município. Participaram agentes comunitários, agentes de endemias, enfermeiros, trabalhadores, supervisores e gestores.

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