Grupo visita Central de Reciclagem e conhece etapas da coleta seletiva

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Da Redação – Aos poucos a população está se engajando na coleta seletiva em São Bernardo do Campo. Nesta quarta-feira (2), grupo de 120 mulheres do programa “De Bem Com a Vida”, desenvolvido pelas secretarias de Saúde e Esportes e Lazer, visitou a Central de Triagem Cooperluz, situada no Bairro Cooperativa, onde participou de palestra sobre o trabalho de educação ambiental feito na cidade, a forma correta de descarte de resíduos, e todo o processo desenvolvido nos dois centros, da separação do material (plástico, papel, papelão, latas e vidro) à compactação. A outra Central de Triagem, a Reluz, fica no Bairro Alves Dias.

São Bernardo recicla atualmente 5,8% de todo o lixo descartado, índice superior à média de outras cidades brasileiras, que de acordo com o diretor de Limpeza Urbana, Maurício Cardozo, gira em torno de 3%. A meta é chegar a 10% até o fim do ano.

Implantada em 2014, a coleta seletiva está presente em todo o município. A cidade produz aproximadamente 22 mil toneladas de lixo/mês, o que inclui o resíduo domiciliar, objetos descartados na Operação Bota-Fora (madeira e resto de material de construção) e na coleta seletiva. O município conta com 11 Ecopontos, locais que recebem material destinado à reciclagem.

Durante a explanação sobre o processo de reciclagem, o secretário de Serviços Urbanos e Coordenação Governamental, Tarcísio Secoli, destacou a importância da integração do programa “De Bem com a Vida” à cultura da reciclagem em São Bernardo.  “Alem de cuidar da saúde do corpo com as atividades físicas, essas pessoas vão nos ajudar a divulgar junto a seus familiares e vizinhos o trabalho de reciclagem, não apenas com conceitos, mas também por meio da experiência concreta (visita à Cooperluz). Aqui, a pessoa percebe que o pouco que tem em casa, como papel ou um simples pacote de sabão, vira muita coisa, que ajuda a gerar renda para muita gente.”

Juntas, as duas centrais de reciclagem (os trabalhadores atuam em sistema de cooperativa) empregam 116 pessoas, sendo 76 na Cooperluz e 40 na Reluz. A maioria dessas famílias é remanescente do extinto Lixão do Alvarenga, que no passado chegou a reunir cerca de 2 mil catadores.

Reginaldo Rufino dos Santos é um dos ex-catadores que reviravam o lixo em busca de objetos para vender e garantir o sustento da família. “O lixão tinha gente de Diadema, de São Bernardo e até de São Paulo. Foi um período difícil, às vezes não tirava nem para comer. Com a implantação da reciclagem na cidade, nesta Administração, hoje temos até restaurante aqui dentro (na Cooperluz).”

Conforme destacou o ex-catador, a participação da sociedade na coleta seletiva traz benefícios a todos. “Quanto mais a cidade recicla, mais ajuda a manter as ruas limpas e a afastar doenças como a dengue. Também nos ajudará a gerar emprego para mais pessoas. Hoje processamos 30 toneladas/dia (Cooperluz), mas temos capacidade para chegar a 100 toneladas.”

A dona de casa Lourdes Garcia gostou da abertura do espaço para visitas e já pensa em reforçar o debate sobre o tema no condomínio onde mora, na Vila Marchi. “A palestra foi bastante esclarecedora. Agora a gente vê na prática como funciona e passa a ter outro conceito. Vou sugerir em nossas reuniões de condomínio que sejam instaladas lixeiras ou caçambas para que a gente deposite o lixo já separado direto nesses locais. Atualmente cada família separa individualmente e junta num local para que o caminhão venha buscar.”

Serviço – A população pode agendar visitas às duas centrais de reciclagem pelo telefone 4366-3571.

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