Futuro governo mostra falta de sintonia na questão do clima

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Da Redação – Deu o que falar e gerou muitos comentários negativos as últimas ações e declarações de integrantes do governo eleito do Brasil a respeito da preocupação em escala mundial com as variações climáticas.

Como se não bastasse o futuro ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo ter dito que o que acontece no planeta é ‘mero alarmismo climático’, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que recomendou ao próprio chanceler que o Brasil retirasse a candidatura para sediar no próximo ano a COP-25, conferência do clima das Nações Unidas.

Tudo isso pegou muito mal, na semana em que o presidente Michel Temer embarcava rumo a Buenos Aires, na Argentina, para participar da sua última cúpula do G20 que teve início nesta sexta-feira (30), onde se concentram as 20 maiores economias do mundo. A conferência será encerrada neste sábado (1º).

Antes da viagem do presidente, como preparação para o encontro, a chancelaria brasileira havia reforçado a mensagem de que os problemas gerados pelas mudanças climáticas eram motivo de grande preocupação e prioridade de discussão no país, antes de ser surpreendida pelas declarações do presidente eleito.

Um dos primeiros líderes a demonstrar seu descontentamento com o atual posicionamento do Brasil frente aos problemas climáticos, foi o presidente da França Emmanuel Macron. Em uma entrevista ao jornal argentino La Nacíon, Macron já sinalizava esperar do encontro do G20, uma união de países comprometidos principalmente em preservar o Acordo de Paris.

Quando foi informado das declarações de Bolsonaro, Macron disparou: “Eu não posso pedir aos meus empresários e aos meus trabalhadores que façam sacrifícios em nome da transição energética e da luta contra a mudança climática e, ao mesmo tempo, assinar acordos comerciais com países que não pretendem fazer o menor esforço nessa área”, ameaçou.

Meio Ambiente

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por 195 países, foi o primeiro a reunir tantos países em torno de uma discussão séria, com todos dispostos a diminuir o aquecimento global. O que o futuro presidente Bolsonaro alega como “inadmissível” é a proposta de se criar um corredor ecológico, ligando os Andes ao Atlântico, o chamado Triplo A.

Segundo ele, com isso, o país perderia a sua soberania nacional ou toda a região amazônica. O curioso é que nas 27 páginas do Acordo de Paris, não existe nenhuma menção à Amazônia ou a esse corredor ecológico. Algo cogitado, mas que na verdade nunca saiu do papel!     (Mari Tavares)

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