Festival de Arte Vale do Paraíba aborda questões ambientais e o contexto da cultura na pandemia

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Além de uma grande homenagem ao artista Paulo Simões, o festival promove ações que convidam o público a olhar para a natureza e para o contexto da cultura popular diante da pandemia, como uma forma de ressaltar a importância desses temas para as futuras gerações. 

Da Redação – Idealizado pela In Totum Criativa, produtora cultural sediada em Santo André – SP, de 21 a 25 de abril de 2021, acontece a transmissão online do 4º Festival de Arte Vale do Paraíba, que nesta edição presta um tributo ao cantor e compositor Paulo Simões, artista indicado ao Grammy Latino 2016, que descreve em suas composições a cultura Sul-mato-grossense, abordando temas como a natureza, povos originários e culturas populares.

Além dos espetáculos musicais com renomados artistas que vão revisitar a obra de Simões, o evento conta com uma série de ações culturais de fomento à cadeia produtiva de eventos.

Serão abordados temas sobre a produção cultural diante da pandemia, além da necessidade de um olhar empático para a preservação da cultura oral e para a preservação do meio ambiente, buscando inspirar o público para uma atuação cidadã mais sustentável e humana.

Dia 22 de abril (quinta-feira), às 18:30, palestra “Nações Indígenas – Cultura dos povos originários e artivismo” com a antropóloga Lauriene Seraguza e o artista multimídia Hebert Valois; 

Dia 23 de abril (sexta-feira), às 18:30, a roda de conversas “O trabalho invisível dos bastidores em grandes eventos no contexto da pandemia” reúne Régis Augusto, Luciano Silva e Nilson Ueti.

Dia 24 de abril de 2021 (sábado), às 14:30, encontro virtual “Mestres griôs e a preservação da cultura oral” com o violeiro, pesquisador e cantador Luiz Salgado, Capitão do Grupo Zumbi dos Palmares Zé Reinaldo e o Professor de Etnomusicologia e Culturas Populares Alberto Ikeda, que desde a década de 70 se dedica ao conhecimento das culturas e músicas populares na América Latina.

Na sequência, às 16:00, o bate-papo “O ofício de confeccionar violas e o encantamento pela viola de cocho” com duas grandes potências do universo caipira. Luciano Queiroz de Assis (SP) foi até Santo Antônio da Estiva, distrito de Pirajuí, interior do Estado de São Paulo, para um encontro com o também violeiro e artesão Levi Ramiro. Um bate-papo compartilhando histórias e o encantamento em comum pela viola de cocho, variante regional da viola brasileira, comum nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e a importância deste instrumento para a cultura.

Às 17:30, acontece uma mostra virtual com o premiado fotógrafo Araquém Alcântara, um dos precursores da fotografia de natureza no Brasil, que possui em sua obra o livro de fotografia mais vendido no país: o Terra Brasil. O encontro “A estética da arte a favor da luta socioambiental” terá mediação do artista multimídia e diretor de arte Hebert Valois e do radialista Nilson Ueti.

Reconhecido mundialmente por sua atuação, Araquém irá expor detalhes de sua trajetória de cerca de 50 anos de carreira lançando seu olhar para os temas ambientais e humanos, além de compartilhar memórias das experiências imersas nos biomas do Pantanal e Cerrado Sul-mato-grossense. 

Logo após, às 19:00, o músico Luiz Salgado, ao lado do pianista Lucas Roza, realiza o concerto “Celebrando o grande berço das águas brasileiro ameaçado de extinção: o Cerrado” com releituras de canções que possuem a temática da água e preservação ambiental.

“O Festival de Arte Vale do Paraíba é um projeto que foi inspirado em uma das regiões mais culturais do Estado de São Paulo, o Vale do Paraíba, em especial na pequena e bucólica São Luiz do Paraitinga, cidade de um dos mais importantes artistas brasileiros, Elpídio dos Santos. Entretanto, a ideia de mapear a produção cultural brasileira, foi algo que surgiu influenciado pelo trabalho essencial que o publicitário Marcus Pereira realizou nos anos 70, com uma investigação detalhista sobre a produção cultural brasileira, na mesma linha de pesquisa realizada por Mário de Andrade que fundou a sociedade de Etnografia e Folclore, patrocinando missões de mapeamento e registro da cultura brasileira, comenta Ivete Nenflidio, da In Totum Criativa. 

A cada edição o evento presta um tributo a um artista e realiza esse mapeamento cultural de estados brasileiros onde revisita culturas e costumes do povo desses lugares, compondo a programação com artistas que dialogam com esse contexto e com as temáticas principais do festival: o desenvolvimento humano, a preservação do meio ambiente, as manifestações populares tradicionais e a valorização de grandes compositores e artistas brasileiros.

A 4ª edição do Festival de Arte Vale do Paraíba direciona o olhar para o Estado do Mato Grosso do Sul, transitando por produções artísticas que foram influenciados por este local e com a obra de Paulo Simões, destacando a influência dos povos indígenas, quilombolas e fronteiriços na cultura do Brasil, e os reflexos dos ecossistemas do Pantanal e do Cerrado no restante do país.

“O festival tem essa missão, preservar nossas riquezas culturais e reforçar a ideia de que as comunidades devem ser ouvidas, suas memórias preservadas e esse conhecimento oral difundido, transmitindo esse acervo da sabedoria popular para as futuras gerações”, finaliza Ivete.

As ações integram o projeto contemplado pelo edital PROAC Expresso Lei Aldir Blanc 40/2020, com realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Para saber mais acesse: www.facebook.com/intotumeventos

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