Para o judaísmo, a mulher é uma criação perfeita de D’us

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* Rav Sany – Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, compartilho algumas reflexões sobre a importância delas para a Cabalá Milenar Judaica, pois muitos me perguntam qual é o status da mulher no judaísmo.

A tradição judaica não reconhece os “direitos dos homens” ou “direitos das mulheres”. Na nossa cultura, não existe luta competitiva entre os gêneros. Cada um tem o seu papel e uma vocação adequada às suas características e qualidades interiores. As escolhas são individuais e o que importa é a felicidade.

Os sábios nos ensinam: as diferenças entre mulheres e homens são expressas em suas ações. Mas isso não determina valor enquanto pessoa, no sentido de quem vale mais ou tem maior relevância existencial.

Acreditamos que a mulher tem uma estrutura emocional mais acentuada, que possibilita estar mais próxima de D’us. Para ela, existe menos preceitos na Torá, livro sagrado dos judeus, justamente porque foi criada nos limites da perfeição. O sexto sentido e a sabedoria feminina as tornam seres espirituais mais elevados.

Na tradição judaica existem muitas personalidades femininas importantes, sendo a matriarca Sarah, esposa de Abraão, uma delas. Segundo nossos estudiosos, ela tinha uma profecia maior do que a de seu esposo.

A rainha Ester é outro ícone feminino. Ela, com sabedoria e perspicácia, conseguiu salvar o povo judeu da tirania dos persas. Portanto, da mesma forma que tivemos 600 mil profetas, assim também tivemos 600 mil profetisas.

Cada pessoa tem um papel único e especial nessa existência. Por esse motivo, claramente, não há sentido na discussão de quem é mais importante: homem ou mulher. Somos seres humanos cheios de forças e habilidades; aspirações e desejos; tendências e talentos pessoais. Não seremos capazes de encontrar duas pessoas iguais no mundo. Esse reconhecimento enche nossos corações com senso de valor, pois somos únicos.

Uma mulher que segue suas escolhas mais íntimas certamente encontrará a felicidade.  Se ela aprendeu a focar nos seus tesouros, trilhará um caminho de vida abençoado. A virtude está em reconhecer a sua própria beleza, força e energia.

Pelo mérito das mulheres fomos salvos do Egito e, pelo mérito das mulheres, seremos salvos na redenção final.

* Rabino Sany Sonnenreich é presidente do Instituto Rav Sany de Comunicação Motivacional e diretor da entidade Makom Jardins-Moema que faz parte da rede mundial Olami, com 320 unidades pelo mundo focadas em direcionar o público jovem a uma vida de valores

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