“Elevação da renda média depende de política industrial”, diz empresário

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Reforma tributária é prioridade para Rafael Cervone, vice-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), em reunião virtual com empresários de Diadema, nesta terça-feira, 27 de abril

Da Redação – Rafael Cervone afirmou ser fundamental recolocar o setor num patamar de participação superior a 20% do PIB, para que o Brasil possa tornar-se uma economia de renda alta, como ocorreu em outras nações. “Hoje, representamos 11%, depois de uma paulatina queda nas últimas quatro décadas”.

Assim, uma das prioridades da agenda de desenvolvimento do País é uma política industrial eficaz. Nesse sentido, medida importante é a reforma tributária, pois é inadmissível que o setor arque com 25% de todos os impostos nacionais, representando apenas 11% do PIB. “Defendemos e estamos trabalhando muito para que tenhamos um sistema de impostos que estabeleça isonomia de alíquotas para todas as atividades, desonere os setores produtivos, simplifique a arrecadação e acabe com a guerra fiscal, muito nociva para a competitividade interna”, ressaltou Cervone, lembrando que, em 2019, as empresas brasileiras pagaram tributos duas vezes maiores do que seus lucros. “É preciso mudar isso”.

Cervone, candidato a presidente do CIESP pela Chapa 2, nas eleições de 5 de julho próximo, enumerou outras ações que considera importantes para o fomento da indústria. Uma delas, que faz parte do seu plano de governança para a entidade, a partir de janeiro de 2022, é a integração das cadeias produtivas na América Latina, de modo a fortalecer as empresas no âmbito da concorrência e promover sua inserção no mercado global com maior grau de competitividade.

A plataforma de trabalho da Chapa 2 foi intitulada de 5G, de modo icônico, numa referência a essa tecnologia revolucionária. Os cinco Gs são: Gente, Gestão, Governança com Responsabilidade Socioambiental, Globalização (na qual está incluída a integração das cadeias produtivas regionais citada por Cervone) e Gosto pela Mudança. “Nossa meta é modernizar o CIESP, desburocratizar a gestão, desenvolver um novo modelo de negócio aderente às transformações do Brasil e do mundo e tornar a rede constituída por mais de sete mil associados da entidade em fonte de ideias, mobilização e ações em favor do fortalecimento de nosso setor”, disse o dirigente.

Sinergia e representatividade
Cervone explicou aos industriais de Diadema que, na nova gestão do CIESP, a ideia será dar mais ênfase e autonomia às diretorias regionais, importantes para o atendimento às demandas municipais e macrorregionais. “Por isso, fiz questão de compor a chapa estadual com representação das 42 regiões, sendo 78% dos integrantes do Interior do Estado. A Chapa 2 também conta com significativa participação de jovens industriais, que terão papel decisivo no salto da entidade para o futuro, mulheres e pequenos e microempreendedores”.

Respondendo a perguntas dos participantes da reunião, o dirigente observou que a composição das chapas do CIESP e da FIESP para as eleições de 5 de julho atendeu ao desejo expresso pela imensa maioria das bases dos empresários industriais, que querem presidentes autônomos para as duas entidades, mas total sinergia e união entre ambas. “Por isso, meu candidato a primeiro-vice-presidente será Josué Gomes, e eu sou o postulante a primeiro-vice dele na chapa única da FIESP”, relatou Cervone, acrescentando: “Assim, mantemos absoluta unidade e coesão das duas casas, somando suas forças no propósito de trabalhar pelo fortalecimento e fomento da indústria paulista e brasileira”.

Anuar Dequeche Jr., diretor-titular da Diretoria Regional do CIESP em Diadema, reiterou ser importante haver duas cabeças pensantes nas entidades, mantendo o entrosamento entre elas. “Precisamos promover mais o CIESP e mostrar tudo o que ele pode fazer no apoio às indústrias, inclusive pequenas e médias, bem como sua capacidade de mobilização na defesa setorial e de cada fábrica”. Adolfo Gazabin, segundo vice-diretor, considerou consistente o “Programa 5G” apresentado por Cervone, frisando que a proposta responde à necessidade de modernização da gestão e do setor.

Demandas locais
A indústria de Diadema, onde prevalecem os segmentos metalmecânico, químico, plástico, de borrachas, cosméticos e alimentos, emprega 60 mil pessoas. O CIESP local tem 300 sócios. Suas principais demandas são mais acesso a crédito, maior segurança jurídica, redução da carga tributária e o alargamento de prazo para pagar os impostos. “São questões contempladas em nosso plano de trabalho”, concluiu Cervone.

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