Editorial/Dia das Mães

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Há mais de duzentos mil anos, se pudéssemos voltar no tempo, encontraríamos a mãe preocupada com a prole, enquanto o companheiro estaria caçando para trazer alimentos para casa. No decorrer de tantos séculos, a figura da mãe permaneceu quase inalterável, sempre cuidando dos filhos, numa situação de submissão com a responsabilidade de criar filhos desde a mais tenra idade, até ocupações mais distintas fora de casa.

Há registros de mulheres que fugiram do padrão pratiarcalista a partir do século XV, muitas mulheres tornaram-se heroínas por grandes feitos. A partir da segunda revolução industrial (1853/54), as mulheres operárias já estão presentes nas fábricas e muitas levando pequenos filhos para o local de trabalho.

No começo do século vinte a situação da mãe continua, basicamente, a mesma coisa, ou seja, cuidar dos filhos e do marido. Aos poucos encontramos o avanço das escolas: a escola normal, que formava as primeiras professorinhas, estas tinham, agora, uma profissão que lhes permitia ter um emprego de meio período, casar  e cuidar de filhos, talvez por isso a profissão de professora do Ensino Infantil e Fundamental esteja tão ligada às mulheres.

Na segunda metade do século XX, houve muitos movimentos femininos, queima de soutiens em praça pública, mulheres de biquínis na praia, mulheres buscando liberdade em todos os sentidos. A mulher começa a ocupar muitas funções em todos os campos da sociedade, mas a função de mãe continua a mesma, há um aumento de responsabilidade.

A mulher começa a deixar os grilhões do patriarcalismo, contudo a sua responsabilidade dobra; encontramos a mãe médica, dentista, fisioterapeuta, operária, professora em todos os níveis, a mãe pesquisadora, executiva, militar, aviadora e em tantas outras atividades, mas a responsabilidade de mãe continua a mesma.

Nos tempos modernos, a mãe não tem tempo de respirar, trabalho árduo na profissão, cuidar de filhos, educá-los para o mundo moderno, cuidar de marido, das finanças da casa e achar tempo para o lazer e para o descanso.

A mãe moderna diante de tantos encargos supera-se, torna-se SUPER MÃE, um ser incansável, não há sábados , domingos e feriados… Mãe, não importa o tempo, sempre um ser insuperável.

(Professor Osmar Junqueira Lima)

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