Economia de água se faz urgente; estabelecimentos não terão mais descartáveis

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Lei entra em vigor e proíbe a distribuição de copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis

Da Redação – No primeiro dia de 2021, a lei municipal nº 17.261 entrou em vigor, que proíbe a distribuição de material plástico de uso único, como copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões descartáveis aos clientes de hotéis, restaurantes, bares e padarias e outros estabelecimentos comerciais. O projeto, do início de 2020, faz parte de um acordo internacional, assinado pelo prefeito Bruno Covas, no começo do ano, para reduzir a poluição causada por plásticos.

Para Wagner Carvalho, especialista em eficiência hídrica, membro do Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (IVEPESP) e CEO da W-Energy, a proibição dos descartáveis é uma vitória para o planeta, mas não se pode esquecer que economizar água a partir de agora é ainda mais importante. “Os estabelecimentos comerciais tenderão a encontrar alternativas sustentáveis para substituir o plástico descartável, provavelmente com vidro, louça e metal, mas o que temos que perceber é a questão da limpeza constante desses objetos e o consumo de água, recurso precioso, que tenderá a aumentar”, explica.

Atualmente, a capital paulista está em estado de alerta para o consumo de água, pois o nível do Sistema Cantareira encontra-se abaixo dos 40% do volume total, mais precisamente 36,8%. Mesmo após fortes chuvas no mês de dezembro e início de janeiro, o que poucos lembram é que em comparação a 2013, a porcentagem é menor que a pré-crise hídrica, quando operava em 59% do volume.

Wagner ainda diz que outros agravantes batem à porta da população, sem ao menos que percebam. “A natureza não se regenerou e esse ano temos que fazer diferente. Não dá para economizar somente quando os níveis dos reservatórios estiverem ainda mais baixos. Temos que administrar essa quantidade do recurso hídrico agora e aproveitar enquanto ainda temos um ‘cheque especial’ de água. O sistema do planeta está interligado, desde o desmatamento na Amazônia até o crescimento populacional, o aquecimento global, a produção excessiva de lixo, etc. Tudo isso interfere nas más condições hídricas que enfrentaremos daqui para frente”, finaliza.

Sobre Wagner Carvalho Cunha: Especialista em eficiência hídrica e energética, à frente da W-Energy, maior empresa de economia de água e energia do mundo. Professor, empresário e palestrante, pesquisou inovações tecnológicas em 15 países e treinou mais de 18 mil pessoas nos últimos 2 anos. É membro do Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (IVEPESP) e participou ativamente do desenvolvimento da sustentabilidade em nosso país. Atualmente é considerado umas das mentes mais atualizadas em sustentabilidade do país. Site: www.wenergy.com.br

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