‘É urgente parcelar as dívidas trabalhistas’, diz o vice da Fiesp

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Preservar empresas e empregos deve ser a prioridade do governo. Caso contrário, o resultado pode ser mais fatal que o próprio vírus

Da Redação – Rafael Cervone, vice-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), alerta sobre a gravidade das dívidas trabalhistas em meio à crise da Covid-19. O problema, pondera, “pode até mesmo inviabilizar o pagamento dos salários de muita gente que está empregada”.

Por essa razão, Cervone apoia as manifestações de vários segmentos da indústria em favor do parcelamento desses débitos em até 60 meses, com a redução dos juros de mora de 50%, equivalentes aos da Caderneta de Poupança. Além disso, tal correção somente deve ser aplicada a partir da data na qual for ajuizada a reclamação inicial. “Não é mais possível, pelo menos na gravíssima conjuntura atual, pagar 12% ao ano de correção nesses passivos”, argumenta.

Seria muito importante o encaminhamento dessa questão no Legislativo, como consta do Projeto de Lei 2.863, do deputado Federal Laércio Oliveira (PP-SE).

“As empresas, em especial as pequenas, enfrentam crescente dificuldade para fazer frente às indenizações resultantes de ações na Justiça do Trabalho. É preciso solução urgente, pois muitas não terão recursos para cumprir as sentenças indenizatórias sem um parcelamento racional e viável”, conclui Cervone, que é candidato à presidência do CIESP nas eleições de 5 de julho próximo.

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