E se você fosse o Tite?

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* Márcio Trevisan – Até no máximo 14 de maio próximo todas as seleções que participarão da próxima edição da Copa do Mundo terão de enviar à Fifa a relação com os 23 jogadores que dela participarão. Como sabemos, o Brasil é o maior favorito à conquista do título, sobretudo após Tite ter assumido o comando da nossa seleção.

O treinador brasileiro já tem quase todos os seus escolhidos definidos. Na prática, faltam apenas a decisão de cinco jogadores que, inicialmente, serão apenas opções no banco de reservas: um goleiro, um lateral-direito, um zagueiro, um meia de armação e um atacante (podendo este ser centralizado ou que atue pelos lados do campo).

Mas a vida do técnico que virou xodó de quase 100% da torcida brasileira poderia ser bem mais difícil. Para tanto, bastaria ter ele a responsabilidade de convocar não aqueles que, em sua opinião, são os 23 melhores jogadores do Brasil em 2018, mas sim os 23 melhores jogadores do Brasil em todos os tempos.

Neste saboroso e, paradoxalmente, doloroso exercício, procurei ajudar o simpático comandante com a relação abaixo. Nela, inseri os principais destaques de cada uma das seleções que faturaram Copas e, também, craques consagrados da história do futebol nacional mas que, por ironia do destino, não tiveram a chance de se tornarem campeões mundiais.

Confira a relação e imagine a dor de cabeça que Tite teria se precisasse escolher apenas 23 dentre todos estes jogadores sensacionais:

Goleiros: Gilmar, Leão, Taffarel e Marcos

Laterais: Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Cafu, Nílton Santos, Júnior, Branco e Roberto Carlos

Zagueiros: Bellini, Mauro Ramos de Oliveira, Luís Pereira, Aldair, Lúcio e Roque Júnior

Volantes: Zito, Clodoaldo, Mauro Silva e Falcão

Meias: Jair Rosa Pinto, Didi, Pelé, Zinho, Gerson, Rivellino, Ademir da Guia, Sócrates, Zico, Rivaldo e Kaká

Atacantes: Garrincha, Julinho Botelho, Jairzinho, Pepe, Zagallo e Ronaldinho Gaúcho

Centroavantes: Mazzola, Vavá, Tostão, Leônidas, Careca, Romário e Ronaldo

E para que vocês não me acusem de ficar em cima do muro, segue, abaixo os meus 23 escolhidos e até os que seriam titulares, enumerados de 1 a 11:

1 – Gilmar; 2 – Djalma Santos, 3 – Luís Pereira, 4 – Bellini;

5 – Falcão, 6 – Nílton Santos, 7 – Garrincha e 8 – Didi

9 – Ronaldo; 10 – Pelé e 11 – Zico

Agora, os reservas:
12 – Leão
13 – Carlos Alberto Torres
14 – Mauro Ramos de Oliveira
15 – Júnior
16 – Zito
17 – Rivellino
18 – Rivaldo
19 – Jairzinho
20 – Sócrates
21 – Romário
22 – Leônidas
23 – Taffarel

 

CURTINHAS

Boca maldita? – O técnico Oswaldo de Oliveira perdeu a calma ao ser criticado por um repórter de uma emissora de rádio mineira após o vergonhoso empate do Atlético/MG com o Atlético/AC, pela Copa do Brasil, por 1 a 1. Depois de baterem boca, o treinador não gostou de ouvir um palavrão dito fora do ar pelo jornalista e partiu para a agressão. O gesto lhe custou caro: poucas horas depois, ele foi demitido pela diretoria do Galo.

Pra que tanto? – O Corinthians anunciou o retorno do volante Ralf. Agora, o Timão conta com 9 – isso mesmo: nove! – jogadores para a mesma posição. Tá certo que o técnico Fábio Carille gosta de uma retranca, mas será que a equipe não precisa mais de jogadores para outras posições, como por exemplo o comando do ataque?

“Seis tá bão”? – O Palmeiras não se cansa de vencer neste começo de 2018. Cumprida exatamente e metade da Primeira Fase do Campeonato Paulista, o Verdão venceu os seis jogos que disputou, está praticamente classificado às quartas-de-final e, de quebra, tem o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Tem palmeirense “só um pouquinho” exagerado dizendo que pintou a Terceira Academia…

Ganhar pra quê? – O São Paulo venceu o Bragantino, em jogo antecipado da rodada, por 1 a 0. Com o resultado, manteve-se na liderança do seu grupo. Mas nem por isso a torcida tricolor ficou satisfeita: os poucos mais de 10 mil são-paulinos que foram ao Morumbi vaiaram muito a equipe ao final do jogo, pois esperavam um futebol de melhor qualidade. Irritado, o técnico Dorival Júnior disse entender o torcedor, mas lamentou a falta de apoio das arquibancadas.

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 29 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 11 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 390 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail trevisan.marcio1968@uol.com.br

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