E Jesus – quem diria? – agora usa salto alto…

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan – O Flamengo/RJ conta nos dedos os jogos que faltam para que o hexacampeonato brasileiro seja conquistado e o tal do “cheirinho”, tão comum nos últimos anos, passe a ser apenas um registro histórico da picardia de seus adversários.

Justamente por estar tão próximo de tamanha conquista, Jorge Jesus parece não conseguir se conter e tem dado mostras de que, além do talento, a arrogância também é uma de suas características.

Vivendo no clube carioca a melhor fase de sua vida – seu currículo, até agora, tem como destaques apenas três títulos portugueses e um da Copa de Portugal, pelo Benfica/POR, e um da Taça da Liga, pelo Sporting/POR –, o treinador já bateu boca com Renato Gaúcho, técnico do Grêmio/RS, criticou abertamente a forma de jogar do Botafogo/RJ e, antes mesmo de dar início à excepcional campanha flamenguista neste Brasileirão, até mesmo com a torcida do seu clube chegou a se desentender, sobretudo quando a equipe foi eliminada da Copa do Brasil pelo Atlético/PR.

Dizem que para se conhecer verdadeiramente o caráter de uma pessoa basta lhe dar poder. E isso Jorge Jesus tem de sobra: afinal, comanda um elenco de ponta, o faz jogar um futebol de altíssima qualidade, vence quase todos os adversários que enfrenta (neste Brasileirão, por exemplo, ganhou 15 e empatou dois dos últimos 17 que disputou) e, faltando apenas seis jogos, está 10 pontos à frente do vice-líder, o Palmeiras, que somente agarrado à matemática pode ser capaz de ultrapassá-lo.

O treinador português também entrará para um seletíssimo grupo dentro de alguns dias: o de treinadores estrangeiros que já venceram um Campeonato Brasileiro. Ele se juntará a Carlos Volante, ex-ídolo do próprio Flamengo/RJ que, em março de 1960, mas referente ao ano anterior, venceu pelo Bahia/BA o Santos de Pelé e se tornou o primeiro campeão brasileiro.

O detalhe curioso é que o argentino dirigiu a equipe apenas na finalíssima da competição, pois o treinador que a comandou durante todo o torneio, Geninho, desligou-se no fim de 1959.

Que Jorge Jesus comemore muito o título que muito mais do que merecidamente irá ganhar (o qual, aliás, poderá vir acompanhado de outro, ainda mais importante: o da Copa Libertadores da América).

Mas também que entenda que, no futebol, sucesso e fracasso caminham lado a lado, e que bastam dois ou três tropeços, duas ou três derrotas significativas para que um tome o lugar do outro. Se isso acontecer, o treinador do Flamengo/RJ entenderá que, melhor do que o salto alto que ora calça, o mais indicado é sempre colocar nos pés as famosas sandálias da humildade.

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 30 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 13 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.marciotrevisan.com.br e www.senhorpalmeiras.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail apresentador@marciotrevisan.com.br



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