Diabéticos e pré-diabéticos devem manter vigilância no Réveillon

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Da Redação – O período de festas de final de ano pode trazer graves consequências milhões de brasileiros diabéticos e pré-diabéticos que se descuidarem de uma alimentação controlada, alerta o Dr. Ricardo Cohen, coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Para ele, quanto mais os índices estiverem descompensados, mais difícil será estabilizar os índices glicêmicos do paciente diabético, dificultando que ele tenha um bom estado geral de saúde.

São considerados pré-diabéticos indivíduos com níveis elevados de açúcar no sangue, obesidade e com histórico familiar de diabetes. Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão ao diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose em jejum ou hemoglobina glicada, além da tolerância diminuída à glicose.

A evolução para o diabetes depende da mudança de hábitos alimentares e de conduta de vida. Por isso, o Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para a necessidade de uma alimentação rica em peixes, carnes magras, azeite de oliva, leites e derivados. Além disso, recomenda-se produtos integrais, associados à prática regular de atividade física e acompanhamento médico são fundamentais para inibir a evolução do quadro. “Nesta época do ano, é comum as pessoas exagerarem na ingestão de comidas gordurosas, doces e no consumo de álcool, mas quem tem a doença ou apresenta risco aumentado para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 não pode se descuidar da saúde”, afirma.

O diabetes acomete cerca de 390 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes estima que a doença atinja 13 milhões de brasileiros.  Mais da metade deles desconhece ser portador da enfermidade. O desconhecimento sobre o pré-diabetes também é grande. Considerando que para cada paciente diabético, existam pelos menos três pacientes em risco, a estimativa é de cerca de 40 milhões de brasileiros sejam pré-diabéticos. Aproximadamente 25% dessa população se tornará diabética nos próximos cinco.

Segundo a American Diabetes Association, o risco de progressão para diabetes aumenta significativamente para quem possui valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou de glicemia medida duas horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL. Pessoas que possuem hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% também possuem risco de desenvolver a doença.

Sobre o Dr. Ricardo Cohen – Graduado em Medicina em 1984 e doutor em Medicina (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente, é coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (2011-2012). Presidente do 21º Congresso Mundial da Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas (IFSO, na sigla em inglês) que acontecerá no Rio de Janeiro em 2016.

Sua área de atuação é principalmente nos seguintes temas: diabetes mellitus tipo 2 e cirurgias bariátrica e metabólica. É membro do Comitê Executivo da Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade (IFSO), membro honorário da Sociedade Espanhola de Cirurgia da Obesidade e foi apontado pela Sociedade Americana de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (American Society for Metabolic and Bariatric Surgery – ASMBS), como um dos 30 médicos mais influentes do mundo nesta área do conhecimento. Já publicou mais de 100 artigos e nove livros.

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