Corinthians: verdades e mentiras

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan – Ah, este futebol que tanto nos surpreende, que tanto muda de cara, que tanto faz com que o que hoje é uma verdade absoluta amanhã se torne a mais incrédula de todas as mentiras. Vejam o caso do Corinthians, meus amigos. Não faz muito, lutava para não se aproximar da zona do rebaixamento, e não eram poucos os que diziam que, em questão de horas, seria integrante assíduo e talvez até mesmo definitivo da assustadora ZR.

Pois é: bastaram algumas rodadas, algumas vitórias e um futebol que, mesmo sem ser brilhante – e nem poderia sê-lo, já que não tem time para tanto – mudou seu status, para que o Timão nem sequer se lembrasse do tamanho do perigo que correu e, hoje, já se dê ao luxo de olhar para cima da tabela e perguntar a si próprio: por que não?

Por que não sonhar com uma vaga na Libertadores de 2021, ainda que seja em sua fase conhecida como preliminar? Por que não acreditar que Vágner Mancini, treinador apenas mediano e em cujo currículo nada há de mais relevante a não ser um título de Copa do Brasil com o humilde Paulista de Jundiaí/SP (e há 15 anos!) seja capaz de, ao fim deste Campeonato Brasileiro, deixar a equipe nem que seja na sexta colocação e, desta forma, qualificada ao torneio continental? Por que não apostar que jogadores quase sempre limitados passem a jogar o suficiente para elevar o time a um outro patamar?

Ainda faltam alguns pontos – não muitos, por sinal – para que o Timão atinja este objetivo, e o mais irônico disso é que se seus principais rivais colaborarem, a missão corintiana poderá ser mais leve. Para tanto, basta que São Paulo ou Palmeiras vençam a Copa do Brasil ou que Verdão ou Santos sagrem-se campeões da Libertadores. Se uma destas situações acontecer, o chamado G6 se tornará G7, e será G8 se duas destas ocorrerem.

Mas o corintiano nem pensa neste tipo de ajuda. Em sua mais do que centenária história, obteve grande parte de suas glórias mediante esforço pessoal – sem um grande futebol, é verdade, mas com uma raça difícil de se encontrar em qualquer outro clube do País.

Por isso, nesta última coluna de 2020, reservei estas palavras à nação alvinegra. Que elas sirvam de incentivo ao elenco para que, já no primeiro jogo de 2021, mantenha vivas as esperanças de dias melhores – e de campeonatos melhores também.

Afinal, sonhar não é proibido.

P.S.: Quero agradecer, de coração, aos milhares de acessos que tive nesta coluna durante 2020, e prometer que no ano que vem estaremos juntos novamente. Afinal, se a bola não para rolar, a gente não para de escrever. Feliz 2021, torcedor!!!

Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 32 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 14 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico.

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2 Comentários on "Corinthians: verdades e mentiras"

  1. Regina Ribeiro

    Amigo Márcio Trevisan, para mim a sua coluna é imperdível. Feliz 2021 ! Sucesso total a você e ao Site Clique ABC. Abraços Fraternos.

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