Corinthians: nem Freud explica

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* Márcio Trevisan – Sigmund Freud, considerado o pai da Psicanálise, foi capaz de revolucionar a Psiquiatria com tratamentos e descobertas que o transformaram em um dos homens mais inteligentes de todos os tempos. Mas talvez nem mesmo este gênio seria capaz de explicar o que se passa com o Corinthians – afinal, mais uma vez neste ano a equipe chega a uma decisão de um campeonato em que nem de longe era apontada como favorita.

A primeira, todos se lembram, foi no Campeonato Paulista. Apontado como o mais fraco dentre os quatro grandes, despachou o São Paulo nas semifinais e, mesmo perdendo a primeira decisão para o Palmeiras, venceu-o na segunda fora de casa e levou o caneco nas cobranças de pênaltis. Agora, capengando ainda mais do que no começo de 2018, foi passando de fase na Copa do Brasil e, mesmo tendo pela frente um adversário muito melhor, deixou o Flamengo/RJ mais uma vez só no cheirinho.

A equipe que manda suas partidas no Itaquerão é uma espécie de fênix dos tempos modernos. A cada seis meses, tem sua equipe desmontada pela diretoria pois esta, como se sabe, vive imersa em uma gigantesca e, por isso mesmo, ao que parece eterna crise financeira. Então, para amenizar sua situação, abre mão de seus principais jogadores em troca de algumas moedas, nem sempre de alto valor. Mas, e daí? Mesmo esfacelada, ainda que remendada do jeito que dá, eis que a equipe vive a alegrar sua Fiel torcida e o tal bando de loucos que a compõem.

Agora, chegou a vez do Cruzeiro/MG saber o que é enfrentar o Timão em uma final de campeonato. É claro que os mineiros são muito melhores, têm um elenco infinitamente superior e, mesmo tendo de realizar a segunda partida em São Paulo/SP, desfrutam de um mais do que merecido favoritismo. Só que é justamente esta a situação a que mais agrada os corintianos: quando relegados a segundo plano, fortalecem-se, impõem-se, agigantam-se e, quase sempre, vencem.

Por quê? Sinceramente, nem mesmo os meus 30 anos de Jornalismo Esportivo me permitem responder. Mas, tudo bem: se nem Freud explica, por que eu teria de explicar?

 

Curtinhas

Cada vez pior  – O Brasileirão vai chegando à sua reta decisiva e, como já era esperado, os erros da arbitragem vão aumentando em quantidade e gravidade. Neste fim de semana, por exemplo, Corinthians, Palmeiras e Vitória/BA foram profundamente prejudicados por árbitros e/ou assistentes. Se para o Verdão isso pouco importou, já que equipe ainda assim venceu, o mesmo não se pode dizer do Timão, que empatou, e do rubro-negro, que perdeu, apenas devido a lambanças do apito e/ou da bandeira.

Final antecipada? – Com uma excelente campanha no returno, no qual conquistou 20 dos 24 pontos que disputou (ou 83.3%), o Palmeiras assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro neste fim de semana após vencer o Cruzeiro/MG, no Pacaembu, por 3 a 1. Já o São Paulo, que liderou o torneio por muitas rodadas, apenas empatou com o Botafogo/RJ por 2 a 2 e, agora, está em 3º lugar. Mas tudo isso poderá mudar já no próximo sábado, quando ambas as equipes se enfrentarão no Morumbi, onde os palmeirenses não vencem os são-paulinos desde 2002. Ou seja: se o Tricolor conseguir se impor e vencer o Choque-Rei, ultrapassará o rival e poderá reassumir a ponta (dependendo, claro, do resultado que o Inter/RS tiver obtido na sexta-feira, em Pernambuco, diante do Sport do Recife/PE).

Quem vai e quem fica? – As próximas terça, quarta e quinta-feiras serão de muita emoção para o futebol brasileiro. Na Libertadores, Grêmio/RS, Palmeiras e Cruzeiro/MG definirão – ou não – suas classificações às semifinais. Para gaúchos e paulistas a situação é bem mais tranquila, pois poderão perder em casa e por até um gol de diferença para Atletico Tucumán/ARG e Colo-Colo/CHI, respectivamente. Já os mineiros vivem situação oposta: terão de vencer por pelo menos três gols de diferença o Boca Juniors/ARG, no Mineirão, para se classificarem.

Quem vai e quem fica (II)? – Já pela Copa Sul-Americana são quatro os brasileiros que estarão em campo neste meio de semana: Bahia/BA, Botafogo/RJ, Atlético/PR e Fluminense/RJ. Os dois primeiros se enfrentam no Engenhão, e o clube carioca precisa de uma vitória simples para ir às quartas-de-final. Já o Furacão e o Tricolor das Laranjeiras deverão ter vida mais fácil, pois também diante de suas torcidas poderão até perder (desde que por apenas um gol de diferença) para Caracas/VEN e Deportivo Cuenca/EQU para garantirem suas vagas.

 

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 29 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 11 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 390 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail trevisan.marcio1968@uol.com.br

 

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