Por que o tempo corre tanto?

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* Odila Giunta – Há meses venho tentando escrever e organizar meu tempo para escrever a “By London”, e desde março que a minha pauta é: Olimpíadas. Desde então, venho lendo e me informando. Mesmo se não quisesse ouvir falar no assunto, não teria como fugir. Ela é aqui e chegou para ficar pelos próximos 15 dias.

O centro olímpico ficou pronto e os alojamentos também. Organizadores não param um só minuto para que as coisas saiam da maneira mais perfeita possível. Mil policiais extras foram colocados nas ruas e a inteligência Britânica (MI5) aumentou a carga horária dos seus funcionários. Voluntários ajudarão a orientar os turistas nas estações de metrô próximas aos jogos, e a by London no draft.

O tão escondido bairro de Stratford virou o bairro sensação da cidade. O Leste da cidade, que em geral era bem apagado, se tornou o ponto alvo nesses dias olímpicos, sem contar no shopping center maravilhoso, que construiram por lá. Me lembrei das pessoas no Brasil, que me perguntavam se já tinha ido no Shopping novo de São Caetano. Se elas vissem esse daqui, meu Deus! Primeiríssima classe.

Sem falar que agora também temos “bondinhos”, quero dizer, teleféricos!

Sim, não tem a vista para o mar e nem o sol de rachar coquinho, e talvez nem cause inveja para o da cidade maravilhosa, mas tem o charme do Rio Tâmisa e a nova arquitetura da cidade.

Mas enquanto isso, as argolas coloridas, símbolo oficial olímpico, decoram a London Bridge; bandeiras de várias nacionalidades balançam em Regent’s Street, enquanto em Oxford Street a Britânica é que está marcando território.

Afinal a festa é na Capital, o mascote que mais parece um ET está em toda a parte; o relógio digital colocado em Trafalgar Square marca o tempo do acontecimento esportivo.

O departamento de transporte já há tempos vem divulgando rotas alternativas para melhor locomoção, mais ônibus e mais metrô serão colocados nas ruas e estações, mas ainda assim saia de casa com uma a uma hora e meia de antecedência. Só para constatar: hoje mesmo cheguei atrasada no trabalho.

As ruas mais movimentadas ganharam a “olimpic lane”, que é onde os ônibus dos atletas terão prioridade no caos que será transitar na cidade. Tudo isso foi feito debaixo de muita chuva e vento, um solzinho sem graça ali, um ceuzinho azul aqui e muita chuva acolá.

E o tempo não parou: do Jubilee da rainha, onde teve um festão com direito a feriado e tudo, até um ano da morte de Amy Winehouse, passamos pelo Festival Back to Black que trouxe Gilberto Gil, Martin’alia, Jorge Benjor, e outros.

A visita do Dalai Lama, a discussão sobre o casamento gay nas igrejas, a parada gay, protestos contra o fechamento de hospitais, terminando com show da Madonna, na semana passada, no Hyde Park (que segundo amigos foi um arraso). Dá para imaginar que não me faltaram pautas, mas o tempo.

Acordei querendo escrever a By London contando um pouco disso, da cidade onde moro e desse tempo que somos nós quem fazemos. Quis compartilhar neste espaço do Clique a vibe boa que está aqui. E até talvez por isso, o sol, sim, ele que sempre se esconde, resolveu aparecer.

A temperatura britânica de outono virou a de verão, da noite para o dia. De 15º, fomos para 26º/27º. O Astro Rei chegou com tudo, como se dissesse: “Ah, agora a festa pode começar”.

See you then!

 


Frase:

O meu pai manteve a sua paixão pelo esporte. A Olimpíada foi uma ocasião especial para ele assistir atletas incríveis de todas as modalidades competirem no cenário mundial. Então, os jogos afetaram sim a nossa pequena casa, ao sul de Chicago. Todos os anos esses Jogos trazem emoção, orgulho e admiração de milhões de pessoas em todo o mundo. E isso deve significar bastante para vocês

 

Michele Obama, primeira-dama norte-americana, durante visita à sede dos EUA na Vila Olímpica, e tentar motivar os atletas do seu país ao relembrar o seu pai, um ex-atleta, que encerrou a a carreira por conta de uma esclerose múltipla


Curtas

 

Um problema de visão

A presidente Dilma Rousseff visitou nesta sexta-feira o centro de treinamentos da delegação brasileira em Londres e desejou boa sorte aos atletas no dia da abertura dos Jogos Olímpicos na capital inglesa. Mas avisou que não estará muito atenta às disputas das modalidades. Dilma brincou e disse que não iria assistir a nenhum evento esportivo nas Olimpíadas. “Sou míope e preciso usar um binóculo”, justificou. Na entrevista coletiva, Dilma admitiu que usaria um binóculo “para não perder nenhum detalhe” da cerimônia de abertura nesta sexta-feira. Depois de assistir à cerimônia de abertura das Olimpíadas nesta sexta, Dilma voltará ao Brasil, concluindo a sua visita de quatro dias à capital britânica.

Sonho ‘olímpico’ desfeito?

As atletas Maartje Paumen e Carlien Dirkse van den Heuvel pertencem ao pequeno grupo de atletas abertamente gays que competirá nos Jogos de Londres-2012. Além de colegas de equipe, as duas holandesas da seleção de hóquei na grama também mantêm um relacionamento sério há três anos, e confessam que conciliar os treinos com o namoro não é fácil. O casal, entretanto, conta com a compreensão das companheiras de time para manter o foco e deve usar quartos separados nas competições.

Primeira-dama de peso

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, mostrou classe ao fazer o papel de seu marido, o presidente Barack Obama, durante visita à sede dos atletas norte-americanos na Vila Olímpica de Londres-2012. Ela falou com alguns dos esportistas do time olímpico dos EUA rapidamente, e, dentre outras coisas, recomendou a eles que “curtissem a estadia nos Jogos, mas que “vencessem as suas disputas”. Michelle Obama posou com atletas, cumprimentou membros das comissões técnicas, e, demonstrando espírito olímpico e empolgação, afirmou estar na torcida pelos atletas. “Tentem se divertir. Tentem respirar um pouco (da disputa). Mas também tentem vencer, certo?”, recomendou a primeira-dama americana. Michelle tem uma história parcialmente ligada aos Jogos Olímpicos: seu pai foi atleta, mas acabou contraindo uma esclerose múltipla quando estava na melhor fase de sua vida. A esposa de Barack Obama contou a história para os atletas, a fim de incentivá-los para o começo da Olimpíada – cujas competições, exceto o futebol, começam neste sábado (28).

Gesto copiado

Mas esta não foi a primeira vez que uma primeira-dama norte-americana vai à Vila Olímpica incentivar os atletas de seu país. Em 1994, nos Jogos Olímpicos de Inverno, Hillary Clinton (na época, esposa de Bill Clinton) foi à Lillehammer, na Noruega. Laura Bush, mulher de George W. Bush, repetiu o feito nos Jogos de Inverno de Turim-2006, na Itália.

 

 

* Odila Giunta é jornalista, promotora de eventos em Londres, e natural de São Caetano, no Grande ABC

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