CBG faz balanço extremamente positivo do Estágio de Ginástica Rítmica

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Finalidade é preparar as atletas juvenis, de forma que cheguem à fase adulta em excelentes condições para representar a Seleção

Da Redação – A CBG está, desde já, construindo o futuro de suas Seleções individuais e de conjunto de Ginástica Rítmica. Foi encerrada, na última segunda-feira (14), a segunda edição do Estágio de Treinamento de GR, no Centro Nacional de Treinamento, em Aracaju.

A Confederação reuniu, durante uma semana, as atletas juvenis (13 e 14 anos) que mais se destacaram nos Campeonatos Brasileiros de 2019 e seus treinadores. A ideia é mapear a base da GR nacional e orientar o trabalho visando aos eventos internacionais de 2021.

A coordenadora do Estágio, a professora Márcia Aversani, fez um balanço extremamente positivo sobre as atividades desenvolvidas na capital sergipana. “O Estágio superou nossas expectativas mais otimistas. Este ano, focamos em apenas uma categoria. Com todas as nossas atenções voltadas a essas ginastas, pudemos passar um volume de informações muito grande, que certamente vão pautar o trabalho desses treinadores no próximo ano. Os resultados dos testes físicos foram divulgados ainda durante o Estágio. Dessa forma, os avaliadores puderam discutir com os treinadores eventuais lacunas. Isso nos deu o caminho para orientar esses profissionais”, disse a Márcia, que é presidente do Comitê Técnico de Ginástica Rítmica da UPAG (União Pan-Americana de Ginástica).

Márcia constatou que, ao longo dos sete dias do Estágio, foi possível observar um “crescimento contínuo” das ginastas. “É uma oportunidade de ouro para os treinadores dessas atletas, que puderam usufruir do contato com os melhores treinadores do Brasil, como Camila Ferezin, Monika Queiroz, Marcia Naves, Juliana Coradine e Bruna Martins, além do meu olhar na parte pedagógica e de arbitragem”, diz Márcia, que é arbitra internacional.

Um dos objetivos a ser trabalhados, a partir do Estágio, é reforçar a preparação física e técnica visando aos Campeonatos Pan-Americano e Sul-Americano da categoria juvenil, além dos Jogos Pan-Americanos Júnior, cuja primeira edição será realizada em setembro de 2021, em Cali, na Colômbia.

Atenta a diversos aspectos da preparação, a CBG também se debruçou sobre a alimentação das atletas. Por esse motivo, o Estágio contou com a participação de Renata Rebello Mendes, que é nutricionista da Seleção Brasileira de Conjunto de GR.

O trabalho de Renata se iniciou antes mesmo da chegada das ginastas juvenis a Aracaju. Elas receberam e responderam um questionário que tinha por finalidade subsidiar a avaliação de comportamento alimentar, qualidade de sono e ansiedade das atletas.

Logo no primeiro dia no Centro de Treinamento, passaram por uma avaliação da composição corporal. Com esses dados, Renata e sua equipe traçaram, na Universidade Federal de Sergipe, um diagnóstico nutricional individualizado. “Na palestra de quinta-feira nós pudemos dar uma espécie de devolutiva às atletas e às treinadoras. Reforçamos comportamentos adequados e bacanas, que devem ser mantidos, e também trouxemos sugestões de melhorias para outros que a gente viu que talvez não estivessem OK, e que poderiam melhorar”.

Na avaliação de Renata, gabaritada profissional que já atuou junto a atletas de renome da natação, vela, ciclismo, triatlo, basquete e automobilismo, os frutos proporcionados pelo Estágio vão bem além do período de uma semana de duração da atividade. “A gente espera que, com essas recomendações, as ginastas voltem para casa com mais conhecimentos sobre como se alimentar para que tenham maior qualidade de treinamento e também de saúde. Nossa intenção é plantar uma sementinha na Seleção Juvenil para que elas cheguem à fase adulta num futuro bem próximo com melhores condições de defender nosso País, e sempre atentas ao controle da saúde”.

Outra participação valiosa foi a da psicóloga esportiva Carla di Pierro, que trabalha com Ginástica Rítmica e Artística. A profissional apresentou em Aracaju uma conferência realizada pela FIG, voltada à busca de soluções para uma cultura de respeito em ambiente seguro dentro do treino.

A matriz da conferência é um texto apresentado pelo próprio presidente da FIG (Federação Internacional de Ginástica), Morinari Watanabe. “Ele falou sobre a importância de se mudar a percepção que o mundo tem da Ginástica. A gente não pode mudar o passado, mas pode mudar o futuro. Destacamos a importância de se lutar contra hábitos e condutas ruins. É uma conferência que fala sobre a necessidade de estarmos conscientes de que houve sim problemas de abuso e de assédio na nossa modalidade, mas que é preciso mudar para uma cultura mais respeitosa”, destacou Carla.

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