Cara de um, focinho do outro…

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* Márcio Trevisan – Nesta semana, São Paulo estará de novo em festa. Afinal, mais uma vez – ou melhor: pelas 366ª e 367ª vezes! – Corinthians e Palmeiras ficarão frente a frente, tentando provar um para o outro qual, de fato, é superior. E com um detalhe: agora, tal disputa vale o título do Paulistão.

Mas, na verdade, nem importa quem será o melhor ou quem levará a taça no próximo fim de semana. É assim desde 1917, quando teve início esta história. E assim será para eternamente, pois eternas sempre serão ambas as equipes e a rivalidade que as manterá vivas.

Olha, que me perdoem os outros grandes, mas clássico, de verdade, é este. E só este. Seja pela eterna rivalidade, seja pela enormidade de suas torcidas, o fato é que o derby é a cara de Sampa.

Palmeiras e Corinthians é como a pizza meia mozzarella, meia calabresa; é como o engarrafamento a cada início de manhã e a cada fim de tarde (ou, pra ser mais sincero, a qualquer hora do dia); é como a fina garoa que, incrível, vira e mexe ainda cai de vez em quando; é como o pastel de feira, que só não queima a boca da gente porque é acompanhado de um baita gole de caldo de cana bem gelado.

Nunca se pode garantir uma vitória alvinegra neste jogo. E quem diz isso não sou eu, mas os números. Por exemplo: entre janeiro de 1955 e outubro de 1977, período em que os corintianos passaram longe de conquistas importantes, 96 clássicos foram disputados, e em 65 destes (ou 67.7%) o Corinthians não perdeu.

Então, os palmeirenses nunca são os favoritos? São, sim: às vezes. Vejam: de agosto de 1976 a junho de 1993, época de magérrimas ou quase inexistentes vacas para o Verdão, outros 61 derby’s aconteceram, e o Palmeiras não foi derrotado em 41 deles (ou 67.2%). Notaram que os números são quase idênticos?

E nesta disputa individual, a vantagem alvinegra é tão mínima que nem pode ser levada em consideração: 128 vitórias contra 127 sucessos alviverdes.

Isso significa, amigo – seja você palmeirense ou corintiano –, que não importa qual das equipes viva um melhor momento, tenha um time mais forte ou seja a favorita a fazer a festa no próximo sábado.

Porque em se tratando de Corinthians e Palmeiras, uma coisa é certa: por mais diferenças que haja entre ambos, nada é mais igual do que os dois.

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 31 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 14 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos por meio do endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br.

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1 comentário on "Cara de um, focinho do outro…"

  1. Thiago Prezia

    Hj os pré candidatos a vereadores não fazem campanha. Preferem atacar vereadores eleitos.

    A normalidade pressupõe que aqueles que almejam um cargo eletivo exponha os motivos e as razões pela qual o eleitor votaria nele.

    Só que nem sempre é assim. Na falta de ideias próprias, sequer conseguem elaborar uma pauta de interesse público. Então partem para o ataque aos vereadores eleitos, que obtiveram, anteriormente, sucesso nas urnas.

    O sucesso destes eleitos nas urnas talvez seja o que mais incomoda os pré-candidatos. Assim como faltam-lhe argumentos para levantar bandeiras próprias, o ataque que promovem aos vereadores eleitos carece de qualquer embasamento.

    O ataque é baixo, rasteiro, com a disseminação de mentiras, intrigas, picuinhas desprovidas de qualquer relação com a realidade.

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