Campanha do Laço Branco repudia a violência contra a mulher

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Da Redação – Como forma de intensificar as políticas públicas realizadas ao longo do ano voltadas ao combate à violência contra a mulher, a Prefeitura de São Bernardo do Campo lança dia 25 de novembro, às 15h, na Praça da Matriz, a Campanha do Laço Branco. A ação acontece durante 16 dias – até 16 de dezembro – com uma série de atividades visando a sensibilização de homens e mulheres sobre o tema.

Autoridades municipais e representantes da sociedade civil estarão no lançamento da campanha conversando com a população. No espaço será montada uma tenda e haverá a distribuição de panfletos informativos sobre as ações e orientação sobre os serviços de acolhimento oferecidos pela Administração a mulheres vítimas de violência.

Antes do lançamento oficial, no entanto, ocorrerá na próxima segunda-feira (16), no Paço Municipal, das 7h30 às 9h, ação direcionada aos servidores públicos com a mesma temática. A campanha também tem o objetivo de mostrar que existem homens que não são violentos, que não concordam com a violência às mulheres e que apoiam o direito de bem viver e de autonomia das mesmas.

A Campanha do Laço Branco surgiu em 1989 com a mobilização de homens canadenses pelo fim da violência contra a mulher após o massacre de 14 jovens mulheres estudantes de Engenharia da Universidade de Montreal.

Desde 2013 o município tem intensificado as ações da campanha com oficinas e seminários para reflexão sobre esse grave problema que afeta a população feminina em diversos países. Neste ano, a campanha é coordenada por um grupo de homens do governo e da sociedade civil.

A prefeitura desenvolve uma série de políticas e ações afirmativas pela igualdade entre mulheres e homens, como as oficinas de masculinidade (capacitação sobre os diversos papéis desempenhados pelos homens em sociedade e em família), o Centro de referência e Apoio à Mulher Márcia Dangremon (que acolhe mulheres vítimas de violência), projeto Mulheres da Paz, educação não sexista no currículo da educação de jovens e adultos; e capacitação sobre igualdade entre mulheres e homens no Programa Saúde na Escola (PSE).

Estudos apontam que as diversas formas de violência (física ou sexual) afetam um terço das mulheres em todo o mundo, segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2013, sendo que muitas destas agressões são feitas pelo parceiro. O documento “Estimativas mundiais e regionais da violência contra mulheres: prevalência e efeitos na saúde da violência doméstica e sexual” foi o primeiro estudo mundial sobre violência de sexo/gênero.

Estima-se que no Brasil, de 2001 a 2011, ocorreram mais de 50 mil feminicídios, o que equivale a aproximadamente 5 mil mortes por ano. Acredita-se que grande parte desses óbitos foram decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que aproximadamente um terço deles tiveram o domicílio como local de ocorrência.

No Brasil, em 7 de agosto de 2006, tornou-se lei a violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei 11.340 – batizada de Lei Maria da Penha Maia Fernandes, militante dos direitos das mulheres, que ficou paraplégica por conta das agressões sofridas pelo marido – é resultado de luta histórica do movimento feminista e de mulheres por uma legislação contra a impunidade no cenário nacional de violência doméstica.

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