Bobsled do Brasil vai conhecer a pista olímpica de PyeongChang

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Da Redação – Uma equipe de bobsled do Brasil, formada pelo piloto Edson Bindilatti, Edson Martins e Erick Vianna, viaja para a cidade coreana de PyeongChang durante o carnaval (27/2/2017), para disputar a última etapa da Copa do Mundo e o primeiro evento-teste na pista olímpica. Eles usarão o trenó de dois, que foi comprado da equipe suíça em 2013, e competem no Two-Man Men. Os XXIII Jogos Olímpicos de Inverno, evento multiesportivo organizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), serão realizados entre 9 a 25 de fevereiro de 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul.

“Na Olimpíada de 2014 (em Sochi, na Rússia) nós conhecemos a pista apenas durante os Jogos. E agora teremos a oportunidade de estar lá, duas vezes. Uma agora, na última etapa da Copa do Mundo da temporada 2016/2017, e outra em outubro, na primeira etapa da Copa do Mundo da temporada de 2017/2018. Vai ser muito importante e vamos aproveitar para conhecer tudo, das curvas da pista, passando pela logística do local e a infraestrutura física, até as temperaturas e as condições da cidade”, afirma Edson Bindilatti.

Ex-atleta do atletismo, Bindilatti, que competia no decatlo, disputou os Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City, em 2002, como pusher (que empurra o carrinho), e voltou para a pista olímpica em 2006, como breakman (último homem do carrinho, o que puxa o breque, na linha de chegada). Foi o piloto do trenó brasileiro nos Jogos Olímpicos de 2014. O esporte havia sido retomado há um ano, após intervenção na Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (entre 2009 e 2013), e não teve tempo para se preparar para os Jogos de Sochi. De lá para cá, embora o país não tenha tradição em esportes no gelo, o bobsled conseguiu se organizar e se preparar.

“A evolução foi imensa, principalmente depois da transição da presidência da CBDG, em meados de 2012. Nosso time ganhou mais profissionalismo e somos referência pela organização de nossa equipe e confederação. Hoje podemos almejar resultados em grandes eventos. A seleção já é realidade e não um time que era motivo de chacota pela má gestão que tínhamos no passado”, acrescenta Bindilatti sobre os Blue Birds, o grupo do bobsled.

Na temporada, o Brasil ganhou duas das oito etapas da Copa América, em Salt Lake City e em Lake Placid, e foi vice-campeão do circuito (com 572 pontos), atrás dos Estados Unidos, em janeiro (26/1/2017), no trenó de quatro. Bindilatti foi o segundo melhor piloto das Américas no combinado dos trenós de dois e de quatro. O Brasil chegou ao 16º lugar no ranking mundial da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton – posição que classificaria a equipe para os Jogos de PyeongChang.

O piloto acrescenta que a temporada olímpica começa em outubro/novembro de 2017 e a seleção treinará, com seus integrantes dos trenós de quatro e de dois, em abril, maio e junho no Brasil e em julho, agosto e setembro na Inglaterra e na Alemanha. “Vamos trabalhar na Ice House, na Alemanha, e participar do Mundial de Pushing (a empurrada, na largada da prova)”, acrescenta Bindilatti.

A equipe de bobsled é formada por Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Edson Martins, Denis Parreira, Erick Vianna e Rafael Souza. As técnicas são Joanne Nanning e Nicola Minichiello, da Grã-Bretanha.

Os atletas da modalidade têm o apoio do programa Solidariedade Olímpica, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).

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