As novas gerações precisam conquistar o poder

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* Elísio Peixoto – A imensa crise política e econômica que estamos atravessando em nosso País afeta todas as classes sociais e os mais diversos segmentos profissionais e empresariais; reflexos de administrações públicas incompetentes em todas as esferas de governos e poderes, com raras exceções, somando a fragilidade da maioria das direções das instituições públicas.

Por sorte, temos um Ministério Público atuante, independente e forte, fiscalizando o cumprimento das leis e exercendo importante papel em promover inquéritos que vem afastando do meio público maus políticos, que em conluio com empresários corruptos promovem a destruição das riquezas do Brasil e as conquistas da Nação; sobretudo as empresas que financiam campanhas eleitorais e em troca exigem compensações dos seus investimentos através de negócios com os governos, principalmente Bancos e Construtoras.

O descaminho do dinheiro público promovido através de ações criminosas orquestradas por boa parte da atual geração de políticos precisa acabar; mas para enfrentarmos de frente o flagelo da corrupção que dominou o sistema político, partidária, eleitoral e as administrações públicas, precisamos convocar as novas gerações para assumirem sua responsabilidade e seu papel à frente dos novos desafios de reconstrução da gestão pública brasileira.

Considero que o primeiro passo é através da formação política dos nossos jovens, pois as escolas não ensinam educação política para cidadania em nenhum momento do ciclo educacional; sendo uma das grandes carências na formação do povo brasileiro. Precisamos ensinar como funciona o poder público; o processo eleitoral; quais as funções dos homens públicos; o acesso aos dados de transparência dos atos públicos; como recorrer contra abusos de poder; entre outros assuntos sobre o sistema político, partidário e eleitoral para as novas gerações assumirem o poder.

Observarmos um grande número de políticos e seus respectivos grupos atuando no poder há anos, renovando seus mandatos como se fosse uma profissão; dificultando a renovação política e o ingresso das novas gerações na vida pública. Esse engessamento dos espaços no poder não é bom para a sociedade e nem para o setor público, pois gera vários tipos de vícios, como práticas clientelistas e patrimonialistas que favorecem a corrupção.

O mesmo fenômeno ocorre em muitas instituições e entidades de interesses públicos importantes no processo de desenvolvimento do País, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), entre outras; onde é salutar que grupos não se perpetuem no poder, e sim concedam oportunidades às novas gerações para assumirem seu papel.

Precisamos trabalhar com vigor para que as instituições da República sejam fortes e independentes para defesa do Estado Democrático de Direito e dos interesses coletivos da sociedade brasileira.

O momento atual requer que a sociedade se mobilize, não somente nos protestos de ruas e nas redes sociais, mas dedicando atenção ao exercício do voto consciente nas futuras eleições e supervisionando os atuais parlamentares e mandatários. Exercer o direito do voto; informar-se antes de escolher seus candidatos; acompanhar as atividades dos pré-candidatos; estudar seus projetos políticos é imprescindível.

É através da educação política, da participação popular promovendo o controle social dos atos públicos e da prática do voto consciente que renovaremos os atuais quadros políticos, restabelecendo o ambiente ético e responsável que se faz urgente e necessário na política; mas para isso as novas gerações precisam conquistar o poder.

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* Elísio Peixoto é presidente da ASASCS (Associação dos Amigos de São Caetano do Sul) e dirigente do Voto Consciente SCS

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