Amigos e simpatizantes são alvo prioritário

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* Simão Zygband – Como era esperado, em um país governado por desqualificados (é o mínimo que se pode dizer) começam a surgir graves denúncias envolvendo o desvio das poucas vacinas produzidas pelo #InstitutoButantan e que não conseguirão suprir sequer o estado de São Paulo, onde foram produzidas.

No Amazonas, sobretudo na capital, Manaus, onde faltou inclusive oxigênio para manter os respiradores e a mortalidade é assustadora, já desapareceram pelos caminhos do desvio e da corrupção, 60.727 vacinas. Para o estado foram enviadas 282.320 vacinas, mas distribuídas para todos os municípios apenas 221.593 unidades. Não há notícias do destino da diferença, suficiente para imunizar uma cidade de 30 mil habitantes com aplicação de duas doses.

A notícia mais revoltante, entretanto, ocorrida em Manaus, dá conta que as gêmeas milionárias Gabrielle e Isabelle Kirk Lins foram nomeadas às pressas em uma UBS de Manaus pelo prefeito bolsonarista Davi Almeida (PSC) e postaram fotos em suas redes sociais recebendo as vacinas como se fossem de grupos prioritários. Este tipo de procedimento está ocorrendo em todo o país e as notícias não são nada alvissareiras.

Mercado paralelo

Em São Paulo, onde o governador Doria tentou se movimentar e ao menos produzir as vacinas no estado, mesmo que fosse com o interesse de fazer marketing pessoal com olho nas eleições presidenciais de 2022, as notícias também não são muito animadoras. As informações dão conta de que sequer médicos e enfermeiros que atuam na linha de frente no combate a #Covid-19 estão sendo vacinados, mas pessoas que nada têm a ver com o atendimento às vítimas da pandemia ” já a receberam.

Há denúncias também de que há desvio das vacinas produzidas com dinheiro público no Instituto Butantan para laboratórios privados, onde serão comercializadas para cidadãos que possuam pelo menos R$ 2 mil para pagar por suas doses. A falta das vacinas deverá incentivar o surgimento de um câmbio paralelo de vacinação.

É o retrato do Brasil que elegeu um (des)governo com as características dos atuais governantes. A situação criada pelo inominável presidente da República (se assim deveremos considerá-lo) e de certa forma pelo governador de São Paulo, João Doria (que vendeu garrafas sem ter como entregá-las), dá a dimensão da grave crise moral, sanitária e econômica que o Brasil enfrenta.

Está nas mãos do inominável presidente a prerrogativa de adquirir vacinas e insumos no exterior, através de um órgão que o governo federal controla, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Talvez por não ter se atentado a isso, Doria tenha se colocado em uma situação delicada, em uma “sinuca de bico” que ele mesmo não contava. Acabou ficando nas mãos do governo genocida, para desespero de milhões de brasileiros, que dependem de seus governantes para receber o tão sonhado imunizante.

Por seu lado, o (des)governo do inominável, além de se preocupar apenas em dificultar as ações do governador paulista, não consegue fazer sua parte de adquirir as vacinas na Índia (onde chegou fantasiar um avião que iria àquele país buscar os lotes do imunizante) e também não conseguiu (ou não quis) obter os insumos necessários para produzir as doses necessárias pelo Instituto Butantan.

Os chineses, que produzem os insumos, se recusam a negociar com o (des)governo brasileiro, por equívocos de relações diplomáticas da chancelaria nacional.

Os brasileiros, que são submetidos ao um (des)governo impiedoso, que consegue apenas fomentar a discórdia, submetendo a população mais pobre (mas não somente ela) a um calvário diário que envolve a grave crise sanitária, econômica e moral, precisam se conscientizar e se preparar para defenestrar o insensível governante nas eleições de 2022, assim como fizeram os norte-americanos com o seu admirador, Donald Trump, e continuar lutando por todos meios pelo impedimento deste personagem de triste memória, apologista da tortura e de torturadores, cujo povo jamais deveria ter colocado no comando do nosso país.#forabosonaro.

* Simão Zygband é jornalista e escritor. Foi coordenador de Comunicação no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Em 2020, lançou o livro “Queimadas da Amazônia – uma aventura na selva” pela editora Studioma e disponível na Amazon

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