Adeus, Carille

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan – Como já é do conhecimento de todos vocês, jamais apoiei a forma como Fábio Carille monta suas equipes, não só por priorizar o sistema defensivo como principalmente fazer dele sua única estratégia para conseguir as vitórias.

Mas nem por isso deixei de lhe conceder a condição de protagonista em muitas das colunas que já escrevi neste Portal – afinal, ele estava à frente de um dos mais importantes clubes do País e do mundo.

Mas, como eu previra na “Papo de Esporte” do último dia 23.09, a lua-de-mel entre ele e a Fiel torcida estava cada vez mais próxima do fim, pois com exceção do título paulista deste ano seus resultados à frente da equipe foram muito fracos.

As eliminações na Copa do Brasil e, principalmente, na Copa Sul-Americana, a impossibilidade de brigar pelo título do Campeonato Brasileiro e, agora, as chances cada vez mais claras de nem mesmo à próxima edição da Libertadores se classificar, acabaram com a paciência da segunda maior torcida do Brasil.

A saída do treinador, no entanto, poderia ter se dado já há algum tempo. Tanto ele quanto a diretoria corintiana fizeram cada um o seu próprio jogo de cena, esperando para ver quem daria o braço a torcer primeiro.

Entenda-se por isso uma simples questão financeira: como a multa pela rescisão contratual diminuía a cada mês, o presidente Andrés Sanchez enrolou o quanto pôde para tomar a decisão, pois torcia para que Carille não suportasse a pressão e pedisse o boné – neste caso, nada teria de lhe ser pago. Já o técnico, ciente da grana que receberia, fez o que pôde para ser demitido, chegando inclusive a dizer que tinha vergonha do elenco que comandava.

Ou seja: tudo não passou de um duplo jogo de cena que, para sorte do treinador, terminará com um gordo cheque no valor de mais de R$ 3 milhões, já que além da multa contratual o Timão terá de lhe pagar, também, premiações que ainda lhe são devidas.

Ainda não sabemos qual será o destino de Fábio Carille mas eu, sinceramente, espero que seja o mais longe possível do Brasil. É que sem ele o futebol brasileiro tem muito mais chances de voltar à sua essência.

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Márcio Trevisan

* Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 30 anos. Começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde esteve por 12 anos. Passou, também, pelas assessorias de Imprensa da SE Palmeiras e do SAFESP, além de outros órgãos. Há 13 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.marciotrevisan.com.br e www.senhorpalmeiras.com.br. Contato com o colunista pelo e-mail apresentador@marciotrevisan.com.br

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