Atila cobra definição no caso da desapropriação do Jardim Oratório

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Da Redação – A pedido de ex-moradores do Jardim Oratório, em Mauá, que tiveram seus imóveis desapropriados pela construção do Trecho Sul do Rodoanel, o deputado estadual Atila Jacomussi se reuniu com o presidente da CDHU, Marcos Penido, para cobrar agilidade no pagamento e corrigir as indenizações do governo do Estado que ainda não foram quitadas.

Ficou acertado que a equipe de planejamento da companhia terá novo encontro na próxima semana com o parlamentar para discutir o caso. A rodovia e a extensão da Avenida Jacu-Pêssego foram concluídas em 2010 e geraram remoção de 2.000 famílias em solo mauaense. O Trecho Sul do Rodoanel teve aporte de R$ 5 bilhões. Atila Jacomussi explicou ao presidente da CDHU que algumas famílias receberam carta de crédito – com valores entre R$ 90 mil e R$ 110 mil –, outras tiveram garantia de um apartamento da CDHU e outras 800 famílias não entraram em acordo com o Estado, que acertou pagamento de auxilio-aluguel – valor em torno de R$ 450 mensal – até resolução da situação.

“É preciso aumentar o valor da carta de crédito. Muitas vezes, o valor pago pelo governo estadual não dá para comprar um imóvel na mesma região em que residiam e muitas famílias não possuem a documentação exigida pela CDHU. Outra questão é o auxilio-aluguel, que está com o pagamento atrasado. Muitas famílias acabam recorrendo a parentes para não ficarem sem teto”, disse o deputado estadual ao presidente da CDHU. Marcos Rodrigues Penido afirmou que o atraso no pagamento de auxílio-aluguel está sendo resolvido, pontuou que o valor das cartas de crédito podem ser rediscutidos e colocou a equipe da CDHU à disposição do parlamentar. “Vamos fazer uma reunião da equipe de planejamento e o deputado. Queremos finalizar esse caso. Não há outra forma de se fazer projetos de habitação popular na Região Metropolitana sem parcerias entre as três esferas de poder; União, Estado e Prefeituras”, explicou o chefe da CDHU.

Liderados pela dona de casa Cristina Martins Corrêa, uma comissão de moradores desapropriados do Jardim Oratório esteve na porta da CDHU, localizada no Centro da Capital, para engrossar o pedido de Atila Jacomussi, nesta terça-feira. “Precisamos ter um aumento na carta de crédito e regularizar o pagamento do auxílio-aluguel. A situação está ruim e precisamos de respaldo. O Atila tem nos amparado nessa luta”, destacou Cristina, que chegou a São Paulo de condução, acompanhada de seu filho pequeno, portador de necessidades especiais. “Estou com os braços doídos de carregar meu filho até aqui, mas não podia deixar de comparecer a este ato do deputado Atila Jacomussi.”

Atila também cobrou o presidente da CDHU sobre o andamento da construção de 840 moradias no Jardim Feital. Por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, o governo federal investiu R$ 54,6 milhões no projeto, enquanto o Estado, via o programa Casa Paulista, encaminhou R$ 16,8 milhões. “É um empreendimento importante e temos que ficar atentos com a execução deste projeto que vai possibilitar um lar para 840 famílias”, ressaltou Atila Jacomussi. “Estamos fazendo um investimento a fundo perdido nesse projeto. É uma decisão para complementar o aporte do governo federal”, comentou Penido.

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