Teste amplia abordagem para o câncer de próstata, explica professor da Unifesp

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Agressividade do tumor pode indicar o melhor tratamento, segundo o oncologista Ramon Andrade de Mello

Da Redação – O tratamento do câncer de próstata conta com um importante aliado para diagnosticar a agressividade do tumor com antecedência. A partir das informações do teste genético Oncotype Dx, o especialista pode adotar critérios específicos para combater a doença.

“Ele amplia as possibilidades de melhores resultados, antecipando se será possível adiar ou até evitar cirurgias, por exemplo, ou adotar outros procedimentos paralelos”, explica o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).

Para os homens com alto risco da doença, mas que não apresentam sintomas, o teste genético Oncotype Dx pode ajudar na prevenção com medicamentos que retardam o desenvolvimento das células cancerígenas. “Para o grupo que já foi diagnosticado com tumor na próstata, ele identifica as mutações genéticas e aponta as probabilidades de disseminação”, esclarece o professor da Unifesp.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Cerca de 75% dos casos no mundo são diagnosticados em homens com idade a partir de 75 anos e por isso ele é considerado um câncer da terceira idade. “Exames regulares, a partir dos 50 anos de idade, ajudam no diagnóstico precoce e uma abordagem que pode alcançar resultados positivos para o paciente”, explica o médico oncologista. 

Estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontam que o país deve registrar 65.840 novos casos em 2020. O fator hereditário aumenta o risco da doença. Ramon Andrade de Mello lembra ainda que um estilo de vida saudável ajuda a prevenir o câncer de próstata: “o excesso de gordura é outro importante fator de risco”.

Sobre Ramon Andrade de Mello

Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é membro do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO). 

O oncologista é do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo, SP, e do Centro de Diagnóstico da Unimed (CDU), em Bauru (SP).

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